A infiltração do tornozelo com acido hialurônico: resultados promissores

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Como ja dito em outros artigos, a osteoartrite, ou artrose  é uma doença muito comum, e sua prevalência aumenta com a idade. De acordo com o American College of Rheumatology, quase 70% das pessoas com mais de 70 anos têm evidência de osteoartrite por raios X, embora apenas metade já tenha desenvolvido sintomas .

No desespero de se ver livre da doença, muitas pessoas abusam de antiinflamatorios e corticoides, gerando efeitos colaterais, muitas vezes irreversíveis como a insuficiência renal, hipertensão e retenção de liquidos corporais.

As infiltrações com corticosteroides, ainda bastante populares entre os médicos são relativamente seguras, mas existem preocupações quanto a seus possíveis efeitos adversos, principalmente após injeções repetidas. Esses efeitos incluem atrofia tecidual local, particularmente quando pequenas articulações são injetadas, dano articular a longo prazo, devido à redução da formação óssea e risco de infecção.

A radiografia mostra a artrose do tornozelo, com redução do espaço articular.

A infiltração articular por acido hialuronico, também conhecido por viscossuplementação tem sido utilizada desde os anos 90. O melhor conhecimento de seu efeito no sentido de tratar e prevenir o agravo da artrose fez com que a molécula fosse cada vez mais alterada, gerando produtos com diferentes indicações para sexo, idade, esporte que a pessoa pratica e grau da artrose ou condromalacia.

A imagem mostra lesão cartilaginosa da superfície do Talus.

Hoje, sabe-se que a injeção direta de ácido hialurônico no espaço articular permite atingir uma concentração adequada com baixas doses, favorecendo uma permanência mais longa na articulação e, consequentemente, a resposta terapêutica.

Os efeitos desejados incluem restauração de propriedades visco-elásticas, como
. A este efeito, denominamos de condroprotecão. Estudos recentes mostram que sua eficácia clínica é mantida por vários meses.

Apesar do acido hialuronico intra-articular ter sido inicialmente utilizado em joelhos, os bons resultados obtidos encorajaram pesquisadores a criar produtos para outras articulações.

A artrose e a lesão cartilaginosa no tornozelo tem menor incidência se comparado outras articulações. Geralmente está associada a historia previa de traumas como entorses graves ou fraturas.

Por possuir menor espaço articular, os produtos desenvolvidos para o uso nesta articulação são mais concentrados associados a sais como sorbitol e manitol tem tido e estão ligados a relatos de grande melhora na articulação.

Apesar de haverem menos estudos que em outras articulações existem relatos de alívio de sintomas de até 18 a 24 meses.

 

Como se faz?

Devido ao risco de lesoes a estruturas nobres, para o tornozelo, a técnica da infiltração deve ser apurada. Pessoalmente, para maior conforto do paciente, sempre anestesio o portal e realizo o procedimento guiado por ultrassom.

Após se ter certeza de que tudo o produto está  intra-articular, realizamos movimentos repetidos de flexão e extensão do tornozelo com o intuit de espalhar o produto.

O paciente liberado a deambular, evitando muito esforço físico.

O controle da doença realizado através exame clínico periódico e de recursos da ressonância magnética como imagens denominadas mapas T2 e D-Gemric

 

Médico e fisiologista do Esporte pela UNIFESP/SBME | Médico ortopedista especialista em joelho pela SBOT/SBCJ/SBRATE | Mestre em ortopedia e traumatologia pela Santa casa de São Paulo

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