Pomada para artrose de joelho funciona ou é perda de tempo?
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Essa é uma das dúvidas mais comuns entre quem convive com dor, rigidez e limitação de movimento causados pela artrose. Enquanto muitos ainda acreditam que pomadas não têm efeito, a verdade é que, quando bem indicadas, elas podem aliviar a dor, reduzir a inflamação e diminuir o uso de medicamentos orais, que a longo prazo podem causar gastrite, úlceras e insuficiência renal.
Aqui neste artigo te mostrarei quais são as pomadas mais indicadas para artrose de joelho, quando elas realmente funcionam, quais princípios ativos têm respaldo científico e como podem ajudar no controle da dor e na melhora da função do joelho, especialmente quando associadas à atividade física.

Veículos de penetração
Antes de falar dos princípios ativos, é essencial discutir o chamado veículo de penetração. A pele funciona como uma barreira altamente eficiente contra agentes externos. Se não fosse assim, estaríamos constantemente expostos a infecções por fungos, bactérias e vírus. Por isso, durante procedimentos cirúrgicos, há todo um cuidado rigoroso com a degermação da pele.
O veículo de penetração é responsável por permitir que o princípio ativo atravesse essa barreira e chegue até a articulação. Entre os veículos mais antigos, destacam-se o álcool etílico, oleato de isopropila, eucaliptol e mentol. Atualmente, existem veículos mais modernos, como o dimetil sulfóxido (DMSO), que, segundo estudos, apresenta maior capacidade de penetração tecidual.
Aqui quebra-se um mito importante: a pomada não precisa “queimar” para funcionar. Ela precisa ser inteligente, capaz de ultrapassar as barreiras da pele e atingir o local adequado.
Princípios ativos
A escolha do princípio ativo exige bom senso e avaliação médica individualizada, pois a artrose pode se manifestar de formas diferentes: com mais dor, mais inflamação, mais inchaço ou maior perda de função muscular. A dor crônica, quando persistente, pode levar à cronificação de dor e à hiperalgesia, situação em que o cérebro passa a amplificar a percepção dolorosa.
Atualmente, existem pomadas direcionadas inclusive para esse tipo de dor, reduzindo a necessidade de medicamentos sistêmicos, como a pregabalina, que podem causar sedação excessiva.
1. Anti-inflamatórios não hormonais
São os mais utilizados, como o diclofenaco. Diferentemente dos anti-inflamatórios hormonais (corticosteroides), apresentam menos efeitos colaterais quando usados topicamente. São indicados principalmente nos casos de artrose com caráter inflamatório, como a sinovite, caracterizada por inchaço após esforço e melhora em repouso.

2. Anestésicos locais
A lidocaína é o principal exemplo. Está indicada em situações de exacerbação da dor, hiperalgesia ao toque ou dor residual após atividade física, mesmo sem inchaço articular. Atua bloqueando temporariamente a transmissão da dor ao cérebro, sendo útil por períodos limitados, mas não como solução definitiva.
3. Cânfora ou salicilatos
Muito populares fora do Brasil, inclusive conhecidas como “pomadas de cavalo”. São indicadas para pacientes que apresentam rigidez e espasmo muscular após o treino, sem inflamação evidente. Produzem sensação refrescante, semelhante ao uso de gelo, sendo bastante úteis no pós-treino ou em situações de esforço prolongado, como viagens.
4. Capsaicina
Amplamente utilizada nos Estados Unidos, é indicada para dor crônica refratária, ou seja, aquela de difícil controle. A partir de 90 dias, a dor passa a ser considerada crônica e envolve vias neurológicas diferentes. A capsaicina atua dessensibilizando os nociceptores, reduzindo a percepção dolorosa e evitando o uso excessivo de moduladores de dor sistêmicos.
A figura abaixo mostra o principal mecanismo de ação associado aos efeitos biológicos da capsaicina. Através da ativação do TRPV1 localizado em aferentes de neurônios sensoriais (nociceptores), a capsaicina promove a dessensibilização deste receptor e bloqueia a propagação de potenciais de ação necessários para a transmissão da informação nociceptiva da medula espinhal até áreas específicas do sistema nervoso central.

5. Amitriptilina tópica
Classe mais recente no mercado. Tradicionalmente usada por via oral como modulador de dor, hoje pode ser manipulada em forma de pomada graças aos veículos modernos de penetração. Atua bloqueando canais de cálcio, reduzindo a dor crônica e melhorando sintomas em pacientes com artrose não avançada.
Grande novidade
Atualmente, no Brasil, é possível manipular essas pomadas, combinando um ou mais desses cinco ativos, com dosagens ajustadas ao grau da artrose e aos sintomas individuais do paciente. Isso pode reduzir significativamente o uso de medicações sistêmicas e, consequentemente, os riscos de efeitos colaterais como insuficiência renal, gastrite e problemas cardiovasculares.
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É fundamental conversar com seu médico para individualizar o tratamento. Vale reforçar que pomadas, infiltrações e medicamentos não tratam a artrose isoladamente. O tratamento eficaz exige, obrigatoriamente, a prescrição e a adesão à atividade física. Sem exercício físico, não há progresso no controle da artrose.E se você se interessa por esse tipo de assunto e quer saber um pouco mais sobre as pomadas para artrose, assista ao vídeo “Pomada para Artrose, funcionam? Quais as mais indicadas?”:








