Quem convive com artrose de joelho sabe o quanto a dor pode limitar tarefas simples do dia a dia. Quando os tratamentos conservadores deixam de funcionar, a cirurgia passa a ser considerada e, junto com ela, surgem dúvidas, medos e inseguranças.
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Com o avanço da tecnologia, muitos pacientes escutam falar da cirurgia robótica de prótese de joelho e logo se perguntam: “Mas isso é seguro?”, “Quais são os riscos da cirurgia robótica de joelho?”
Aqui te explicarei com base na ciência quais são os riscos reais, o que muda em relação à cirurgia tradicional e o que realmente faz diferença na segurança do procedimento.

O QUE É A CIRURGIA ROBÓTICA DE JOELHO
A cirurgia robótica de joelho é uma evolução da cirurgia convencional de prótese. Ela utiliza computadores e um braço robótico para ajudar o médico a planejar e executar a cirurgia com mais precisão. Aqui é importante deixar claro desde o início que:
- O robô não opera sozinho
- O robô não substitui o cirurgião
- O robô ajuda o médico a executar o plano cirúrgico com mais exatidão
É como se fosse um GPS cirúrgico: o robô mostra o melhor caminho, mas quem dirige continua sendo o médico.
A CIRURGIA ROBÓTICA DE JOELHO É SEGURA?
Sim, quando bem indicada e realizada por uma equipe treinada, a cirurgia robótica de joelho é considerada segura.
Estudos internacionais mostram que os riscos da cirurgia robótica de joelho são semelhantes ou até menores quando comparados à cirurgia tradicional, especialmente no que diz respeito a alinhamento da prótese e previsibilidade dos resultados. Mas, como qualquer cirurgia, ela não é isenta de riscos.
PRINCIPAIS RISCOS DA CIRURGIA ROBÓTICA DE JOELHO
1. Infecção
Esse é um risco presente em qualquer cirurgia de prótese, seja robótica ou convencional. A boa notícia é que, com cortes mais precisos e menor agressão aos tecidos, a cirurgia robótica tende a:
- Preservar mais estruturas saudáveis
- Reduzir sangramento
- Diminuir o trauma cirúrgico
Esses fatores ajudam a manter o risco de infecção baixo, especialmente quando o paciente segue corretamente as orientações médicas.
2. Trombose
O risco de trombose não está diretamente ligado ao robô, mas sim a fatores como:
- Idade
- Peso
- Doenças como diabetes ou hipertensão
- Tempo de imobilização
Como muitos pacientes caminham mais cedo após a cirurgia robótica, isso pode ajudar na prevenção, desde que associado a medicação e fisioterapia adequadas.
3. Dor ou rigidez após a cirurgia
Alguns pacientes temem que a tecnologia cause mais dor — o que não é verdade. Na prática, a maior precisão dos cortes pode resultar em:
- Menos inflamação
- Menor inchaço
- Recuperação inicial mais confortável
Ainda assim, a dor no pós-operatório varia de pessoa para pessoa e depende muito da reabilitação.
4. Falhas relacionadas à tecnologia
Esse é um medo comum, mas pouco frequente. Os sistemas robóticos passam por checagens constantes. Se houver qualquer falha, o cirurgião pode seguir com a técnica convencional imediatamente, sem prejuízo ao paciente.

A CIRURGIA ROBÓTICA TEM MAIS RISCOS QUE A CIRURGIA TRADICIONAL?
Não. As evidências científicas mostram que:
- As taxas gerais de complicações são semelhantes
- O alinhamento da prótese costuma ser mais preciso
- Há menor variação nos resultados entre pacientes
Isso é importante porque próteses mal alinhadas tendem a desgastar mais rápido e podem causar dor persistente.

Caso você queira entender um pouco mais sobre a diferença entre a cirurgia robótica e a cirurgia convencional de prótese de joelho, leia este artigo que eu produzi para explicar detalhadamente essas diferenças: https://adrianoleonardi.com.br/artigos/cirurgia-robotica-de-protese-de-joelho-e-melhor-do-que-a-tradicional/.
O MAIOR FATOR DE SEGURANÇA NÃO É O ROBÔ
Aqui está um ponto essencial que muitas pessoas não sabem: O fator mais importante para reduzir os riscos da cirurgia robótica de joelho é o médico e a equipe, não apenas a tecnologia. A segurança depende de:
- Experiência do cirurgião
- Treinamento no uso da robótica
- Estrutura do hospital
- Avaliação adequada do paciente antes da cirurgia
A tecnologia ajuda, mas não substitui o bom julgamento médico.
Leia também: Cirurgia para artrose de joelho, como é feita e quando é indicada?
QUEM PODE TER MAIS RISCOS NA CIRURGIA ROBÓTICA DE JOELHO?
Alguns fatores aumentam o risco em qualquer tipo de cirurgia:
- Obesidade
- Tabagismo
- Diabetes descontrolado
- Falta de preparo físico
- Não seguir a fisioterapia corretamente
Esses riscos podem ser reduzidos com acompanhamento médico adequado antes e depois do procedimento.
O QUE NÃO MUDA COM A CIRURGIA ROBÓTICA
Mesmo com tecnologia avançada, alguns pontos continuam iguais:
- A necessidade de fisioterapia
- O tempo total de recuperação (meses, não semanas)
- A importância dos cuidados pós-operatórios
- O papel central do cirurgião
A cirurgia robótica não é mágica — ela é uma ferramenta de precisão.
COMO DIMINUIR OS RISCOS DA CIRURGIA ROBÓTICA DE JOELHO
Se você está considerando esse tipo de cirurgia, algumas atitudes fazem toda a diferença:
- Escolher um especialista em joelho
- Esclarecer todas as dúvidas antes do procedimento
- Controlar doenças associadas
- Seguir corretamente a reabilitação
Esses cuidados reduzem riscos muito mais do que qualquer tecnologia isolada.

SEGURANÇA É RESULTADO DE BOA INDICAÇÃO E BOA EXECUÇÃO
A cirurgia robótica de joelho não elimina riscos, mas não os aumenta quando bem indicada e realizada por equipes experientes.
Ela traz mais precisão, planejamento e previsibilidade, sem tirar do médico o papel principal. Para o paciente com artrose de joelho, isso significa uma cirurgia mais controlada, personalizada e segura.
No fim das contas, o robô é apenas uma ferramenta. Quem cuida, decide e acompanha todo o processo continua sendo o médico.E caso você queira saber mais dicas para ter uma cirurgia bem sucedida, assista ao meu vídeo: “Prótese de Joelho: 10 Passos para o Sucesso da Cirurgia”: https://www.youtube.com/watch?v=OMZhmI–HbI&t=2s.








