Diagnóstico da Tendinite Patelar

Conheça o Diagnóstico da Tendinite Patelar

Diagnóstico da Tendinite PatelarO diagnóstico da tendinite patelar se inicia por uma história clínica detalhada. Tipicamente, a dor ou desconforto no joelho se iniciam de maneira súbita no dia seguinte a um treino, uma trilha ou uma partida de tênis mais puxados e se mantem por alguns dias.

 

Inicialmente, não atrapalha o treino. Mas, ao tentar ignorar os sintomas e manter-se no mesmo volume prévio, a dor passa a incomodar também durante o esporte e as atividades do dia a dia, tornam-se insuportáveis.

 

Ao examinar o paciente, é imprescindível aplicar alguns testes biomecânicos e verificar como a musculatura anterior (quadríceps) da coxa se contrai ao desacelerar. A isso, chamamos de análise do padrão de contração excêntrica, ou simplesmente da excentricidade. Depois delimitamos a área de dor. Quando a tendinite patelar é difusa, a dor se encontra em todo o trajeto do tendão. Quando se trata de tendinite do polo inferior da patela, a dor está bem localizada e restrita a esta área.

 

A seguir, solicitamos alguns exames. Como a tendinite patelar está quase sempre ligada ao desequilíbrio muscular, o teste isocinético deve sempre ser realizado.

 

Diagnóstico da Tendinite Patelar

Teste isocinético, essencial no diagnóstico de desequilíbrios musculares.

 

Exames de imagem incluem o ultrassom e a ressonância magnética. O primeiro, como depende muito da qualidade do examinador, não é a primeira opção. Já o segundo nos traz informações como o grau de comprometimento do tendão, se existe ou não ruptura, o tipo do ossinho final da patela (polo inferior) e outras lesões associadas: derrame articular, condropatia e outros tipos de tendinite como a quadricipital e da pata de ganso, por exemplo.

 

Classificação da Tendinite Patelar

Dependendo da duração dos sintomas, o joelho do saltador pode ser classificado em 1 de 4 fases, segundo Blazina:

 

  • Fase 1 – dor apenas após a atividade, mas o rendimento no esporte não é prejudicado;
  • Fase 2 – dor durante e após a atividade, embora o paciente ainda seja capaz de executar satisfatoriamente em seu esporte. Classicamente, na fase 2, a tendinite patelar interfere no sono do paciente;
  • Fase 3 – Dor durante e após a atividade, impossibilitando a pessoa a realizar o esporte;
  • Fase 4 – Ruptura completa do tendão exigindo reparação cirúrgica.

 

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