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Condromalácia Patelar

Atualizado em 11 de agosto de 2026

O joelho é uma articulação que trabalha próxima de seus limites fisiológicos. Qualquer sobrecarga mecânica, seja provocada pelo treinamento esportivo, pelo trabalho ou pelas atividades do dia a dia, pode desencadear um quadro de dor e inchaço, algumas vezes de difícil controle.

Para entender por que o joelho dói, é necessário conhecer o conceito de “aparelho extensor”. Esse conjunto é formado pela patela, pela massa muscular anterior da coxa — composta principalmente pelo forte músculo chamado quadríceps — e pelos tendões quadricipital e patelar. Como o próprio nome indica, uma das funções desse conjunto é estender o joelho, movimento necessário, por exemplo, para chutar uma bola.

Aparelho extensor

 

Nas atividades da vida diária e nos esportes, no entanto, a principal função do aparelho extensor não é apenas estender o joelho, mas também desacelerar o movimento e absorver a energia cinética. Isso acontece por meio de um mecanismo denominado contração excêntrica, no qual o músculo permanece contraído enquanto se alonga contra uma resistência.

É esse mecanismo que permite ao corpo controlar movimentos como descer uma escada, reduzir a velocidade durante uma corrida ou aterrissar após um salto. Quando o aparelho extensor não consegue absorver adequadamente a energia produzida, uma parte maior da carga pode ser transferida para as estruturas articulares.

contração excentrica

Contração excêntrica do joelho

Por que ocorre a condromalácia patelar?

Tendo em mente o conceito de aparelho extensor e a sua função de absorver a energia cinética gerada pela reação do corpo ao solo, é possível entender como a sobrecarga femoropatelar se desenvolve. Quando todas as estruturas estão íntegras, funcionam de maneira equilibrada e conseguem suportar as exigências impostas, a energia é distribuída adequadamente entre os músculos, os tendões e a articulação.

Por outro lado, quando existe uma predisposição individual, uma fraqueza ou um desequilíbrio muscular associado à sobrecarga mecânica do esporte, do trabalho ou das atividades diárias, a energia que deveria ser dissipada pela massa musculotendínea pode se concentrar na articulação. O excesso de escadas, os saltos repetitivos, o aumento repentino dos treinos e outras atividades que exigem uma desaceleração frequente do joelho podem contribuir para esse processo.

Quando a sobrecarga atinge o tendão patelar, por exemplo, pode ocorrer a tendinopatia patelar, popularmente chamada de tendinite patelar. Quando compromete a cartilagem existente na área de contato entre a patela e o fêmur, podem surgir alterações relacionadas à condromalácia patelar.

condromalácia

A palavra condromalácia é formada pela união dos termos chondros, que significa cartilagem, e malacia, que significa amolecimento. Tradicionalmente, portanto, ela descreve um “amolecimento da cartilagem” da patela. Dependendo da progressão da alteração, a cartilagem pode apresentar irregularidades, fissuras e perda de parte de sua espessura.

Sabe-se há muito tempo que a cartilagem articular lesionada apresenta um potencial bastante limitado de cicatrização. Isso está relacionado às características histológicas do tecido cartilaginoso que, ao contrário de grande parte dos tecidos do corpo, possui poucas células, não apresenta vasos sanguíneos próprios, não contém terminações nervosas e é muito rico em água. Consequentemente, a sua capacidade espontânea de reparação é reduzida.

Minha dor é realmente condromalácia?

Receber um laudo de ressonância magnética com a expressão “condromalácia patelar” não significa, necessariamente, que a alteração encontrada seja a responsável pela dor. Muitas pessoas apresentam sinais de comprometimento da cartilagem, inclusive em estágios mais avançados, sem sentir dor ou enfrentar limitações nas atividades diárias.

Isso acontece, entre outros motivos, porque a própria cartilagem articular não possui terminações nervosas. Os sintomas podem partir de estruturas próximas, como o osso subcondral, a membrana sinovial, o coxim adiposo, os tendões e os tecidos responsáveis pela estabilização da patela. Em outras palavras, o exame pode mostrar a alteração da cartilagem, enquanto a dor está sendo produzida por outro tecido inflamado ou sobrecarregado.

A dor na região anterior do joelho também pode estar relacionada à síndrome da dor femoropatelar, à tendinopatia patelar, à síndrome da plica sinovial e a diferentes alterações do aparelho extensor. Embora essas condições possam provocar sintomas semelhantes, elas não são iguais e podem exigir estratégias distintas de tratamento.

Por isso, o diagnóstico não deve ser definido apenas pelo resultado da ressonância. É necessário considerar a localização da dor, os movimentos que desencadeiam os sintomas, a presença de inchaço, a duração do quadro, as atividades praticadas e os achados do exame físico. A análise funcional e biomecânica também ajuda a identificar de que maneira o joelho está recebendo e distribuindo as cargas.

Justamente por essa relação entre diferentes estruturas, muitas vezes é mais adequado tratar o quadro como uma sobrecarga femoropatelar do que atribuir todos os sintomas à condromalácia. Para compreender melhor essas diferenças, leia também os conteúdos sobre: “CONDROMALÁCIA X CONDROPATIA e “A CONDROMALÁCIA QUE NÃO ERA CONDROMALÁCIA.

Quem está sujeito à condromalácia patelar?

Em tese, qualquer pessoa pode desenvolver condromalácia patelar. Entretanto, algumas características individuais do aparelho locomotor podem favorecer uma distribuição inadequada da carga na articulação femoropatelar. Entre elas estão os joelhos valgos, conhecidos como joelhos em “X”, os joelhos arqueados, as alterações de rotação entre os ossos do quadril, do fêmur e da tíbia, assim como as diferenças no comprimento dos membros.

A pisada muito pronada ou supinada, a limitação da mobilidade do tornozelo e, principalmente, a fraqueza ou o encurtamento de determinados grupos musculares também podem interferir no alinhamento dinâmico dos membros inferiores. Nesse sentido, o problema nem sempre está restrito ao joelho. A maneira como o quadril, o tronco, o tornozelo e o pé controlam o movimento pode modificar as forças que chegam à patela.

Algumas profissões e atividades esportivas aumentam a exposição a movimentos potencialmente relacionados aos sintomas. Dirigir por muitas horas, permanecer sentado por períodos prolongados com os joelhos flexionados, subir muitas escadas e realizar agachamentos, saltos ou mudanças de direção repetidamente são alguns exemplos. Isso não significa que essas atividades sejam proibidas, mas que a capacidade física precisa acompanhar o nível de exigência.

As mulheres parecem apresentar uma frequência maior de dor femoropatelar, possivelmente em razão de uma combinação de fatores anatômicos, musculares, biomecânicos e hormonais. O uso frequente de salto alto também pode modificar a mecânica dos membros inferiores e manter o aparelho extensor em uma situação de desaceleração mais exigente.

Os corredores estão igualmente expostos a ciclos repetidos de absorção de energia. Ainda assim, a corrida não precisa ser abandonada de forma definitiva por todas as pessoas com condromalácia. A progressão do volume, a recuperação entre os treinos, a força muscular, a técnica e a tolerância individual às cargas devem ser avaliadas antes de definir a conduta.

Leia também: 10 dicas para o retorno ao esporte para quem tem condromalácia.

Tratamento para condromalácia patelar

O tratamento da condromalácia patelar não deve ser definido apenas pelo grau descrito no exame de imagem. É preciso avaliar a verdadeira origem da dor, o nível de comprometimento funcional, as características biomecânicas, a rotina e os objetivos de cada pessoa. Por isso, dois pacientes com resultados semelhantes na ressonância podem precisar de condutas diferentes.

Assim como ocorre antes do início de qualquer atividade física, o indivíduo precisa conhecer as condições do seu aparelho locomotor, desenvolver um condicionamento compatível com a modalidade escolhida e progredir gradualmente. Quando há uma sobrecarga femoropatelar, com ou sem amolecimento da cartilagem, a fisioterapia costuma ser a primeira linha de tratamento.

Inicialmente, pode ser necessário controlar a dor, o inchaço e a irritação dos tecidos. Ao mesmo tempo, as atividades que desencadeiam os sintomas podem ser temporariamente adaptadas. Esse ajuste não representa necessariamente um repouso completo, mas uma redução planejada da carga para que o joelho continue em movimento dentro de um limite tolerável.

Em seguida, o trabalho de fortalecimento e de reequilíbrio muscular ajuda a aumentar a capacidade do aparelho extensor de absorver a energia. A reabilitação pode incluir os músculos do quadríceps, do quadril, da região posterior da coxa, da panturrilha e do tronco, além da mobilidade e do treinamento do controle neuromuscular.

Quando há o alívio dos sintomas e a recuperação da capacidade física, o retorno às atividades deve acontecer de forma progressiva. No caso dos esportistas, o contato contínuo entre o paciente, o médico, o fisioterapeuta e o profissional responsável pelos treinos contribui para ajustar as cargas e evitar uma retomada mais rápida do que o joelho consegue suportar.

Em quadros intermediários, alguns procedimentos, incluindo determinadas infiltrações, podem ser considerados para auxiliar no controle dos sintomas e facilitar a reabilitação. Já a cirurgia fica reservada para casos selecionados e refratários, nos quais existe uma indicação estrutural específica e o tratamento conservador bem conduzido não apresentou o resultado esperado.

Exercícios e reabilitação

Os exercícios têm um papel central no tratamento da condromalácia patelar, mas precisam ser escolhidos conforme a fase da recuperação e a tolerância de cada pessoa. Não existe um único movimento capaz de resolver todos os casos, assim como não há uma lista universal de exercícios proibidos para qualquer paciente que apresente uma alteração na cartilagem.

No começo da reabilitação, o objetivo pode ser recuperar a ativação muscular e aumentar a tolerância do joelho aos movimentos básicos. Conforme os sintomas melhoram, a resistência, a amplitude e a complexidade dos exercícios podem ser ampliadas. Na prática, o fortalecimento precisa avançar de maneira suficiente para preparar o corpo para as exigências encontradas fora da clínica.

O quadríceps merece atenção, mas o tratamento não deve se limitar a esse músculo. A musculatura do quadril e do tronco ajuda a controlar o posicionamento dos membros inferiores, enquanto os músculos posteriores da coxa e da panturrilha participam da desaceleração e da absorção de energia. Portanto, uma reabilitação completa considera o movimento como um conjunto integrado.

Movimentos como o agachamento, o leg press e a cadeira extensora não são automaticamente proibidos. A pressão exercida sobre a articulação varia conforme a amplitude, a carga, a velocidade e a forma de execução. Dessa maneira, um exercício pode ser útil em determinada fase e excessivo em outra, o que torna indispensável a individualização do programa.

Também é importante observar a reação do joelho depois da sessão. A ausência de dor durante o exercício não é o único critério para avançar. Um aumento persistente da dor ou do inchaço nas horas seguintes pode indicar que a progressão ultrapassou a capacidade atual de adaptação.

Para aprofundar o tema, consulte também Quem tem condromalácia patelar pode fazer agachamento? e Condromalácia patelar e musculação: o que pode e o que deve evitar

Por que o tratamento às vezes não funciona?

Quando a condromalácia não melhora, isso não significa automaticamente que o quadro seja irreversível. Muitas vezes, o diagnóstico precisa ser revisto, a origem da dor não foi identificada com precisão ou a reabilitação não considerou todos os fatores que mantêm a sobrecarga femoropatelar.

Um dos erros mais comuns é acreditar que o repouso absoluto resolverá o problema. A adaptação temporária das atividades pode ser necessária para controlar a irritação, mas uma interrupção prolongada tende a reduzir a força e a capacidade dos músculos de absorver as cargas. Quando a pessoa retoma a rotina sem reconstruir essa capacidade, os sintomas podem reaparecer.

Por outro lado, também é possível que os exercícios estejam intensos demais para a fase atual. Uma carga elevada pode manter os tecidos irritados, enquanto uma carga muito baixa talvez não seja suficiente para gerar as adaptações necessárias. Encontrar esse equilíbrio exige acompanhamento e ajustes conforme a resposta do joelho.

Interromper a fisioterapia assim que a dor diminui é outro fator que pode prejudicar o resultado. O controle dos sintomas não significa, necessariamente, que a força, a mobilidade e o controle dos movimentos estejam totalmente recuperados. Sem essa base, o retorno imediato ao mesmo volume de atividade pode desencadear uma nova sobrecarga.

Além disso, fatores como a recuperação insuficiente entre os treinos, as alterações do sono, o aumento repentino do peso corporal, as expectativas incompatíveis com o tempo de adaptação e a falta de integração entre a fisioterapia e o esporte podem interferir no processo. Quando não há uma melhora consistente, é importante reavaliar tanto o diagnóstico quanto a estratégia adotada.

Leia também: Por que sua condromalácia patelar não melhora? 10 motivos!

Infiltração e tratamentos avançados

A infiltração do joelho pode ser considerada em situações específicas, principalmente quando a dor dificulta a evolução da fisioterapia. Uma das possibilidades é a aplicação intra-articular de ácido hialurônico, procedimento conhecido como viscossuplementação.

O ácido hialurônico é uma substância naturalmente encontrada no líquido sinovial. A sua aplicação pode contribuir para melhorar as características do ambiente articular e auxiliar no controle dos sintomas em pacientes selecionados. No entanto, o procedimento não deve ser entendido como uma forma de reconstruir automaticamente a cartilagem ou substituir o fortalecimento muscular.

A indicação depende da avaliação clínica, da origem da dor, do grau de comprometimento articular e das características individuais. Além disso, a resposta não é igual para todos. Justamente por isso, a infiltração deve fazer parte de uma estratégia mais abrangente, associada ao controle das cargas e à reabilitação.

Saiba mais no artigo sobre infiltração para condromalácia patelar.

A cirurgia, por sua vez, costuma ser considerada somente como uma opção final. Ela pode ser indicada quando existe uma alteração mecânica ou estrutural passível de correção, uma lesão focal da cartilagem ou a persistência de sintomas limitantes após um tratamento conservador adequado. O procedimento escolhido depende da causa identificada, e não apenas do grau da condromalácia apresentado na ressonância.

Leia também: CIRURGIA PARA CONDROMALÁCIA PATELAR

Condromalácia tem cura? A cartilagem se regenera?

A resposta depende do significado atribuído à palavra “cura”. Quando ela é utilizada para descrever a reconstrução completa da cartilagem original, é preciso considerar que esse tecido apresenta uma capacidade limitada de reparação espontânea. Principalmente nas lesões mais profundas, a cartilagem dificilmente retorna sozinha à sua condição inicial.

Isso não significa, entretanto, que a pessoa permanecerá com dor ou que deixará de praticar exercícios. Mesmo quando as alterações continuam visíveis nos exames, é possível controlar os sintomas, recuperar a função, aumentar a capacidade do joelho e retomar diferentes atividades.

A imagem da cartilagem e a condição clínica não são a mesma coisa. Como o grau encontrado na ressonância não determina sozinho a intensidade da dor, o resultado do tratamento também não deve ser medido exclusivamente por um novo exame. A melhora da força, da mobilidade, da tolerância às cargas e da qualidade de vida oferece informações mais relevantes sobre a evolução funcional.

Em alguns casos, tratamentos cirúrgicos específicos podem estimular a formação de um tecido reparador ou utilizar técnicas voltadas para determinadas lesões da cartilagem. Ainda assim, essas intervenções não são indicadas para todas as pessoas e não reproduzem necessariamente uma cartilagem idêntica à original.

Portanto, a condromalácia pode ser controlada, e o paciente pode recuperar uma rotina ativa, mesmo que o exame continue mostrando alguma alteração cartilaginosa. O prognóstico depende do diagnóstico correto, da identificação dos fatores envolvidos e da continuidade de uma reabilitação compatível com os objetivos individuais.

Perguntas frequentes sobre condromalácia patelar

Quais são os graus da condromalácia patelar?

A condromalácia costuma ser dividida em quatro graus conforme a profundidade da alteração. No grau 1, existe um amolecimento ou edema da cartilagem. No grau 2, aparecem irregularidades ou fissuras superficiais. No grau 3, essas fissuras se tornam mais profundas. No grau 4, ocorre a perda completa da cartilagem em uma área, com a exposição do osso subcondral.

A condromalácia patelar tem cura?

A cartilagem articular possui uma capacidade limitada de regeneração, especialmente quando a lesão é profunda. Entretanto, isso não impede o controle da dor, a recuperação dos movimentos e o retorno às atividades. Dessa forma, a melhora clínica pode acontecer mesmo que a alteração permaneça visível na ressonância.

Toda condromalácia provoca dor?

Não. Muitas pessoas apresentam alterações na cartilagem patelar sem sentir sintomas. A dor pode surgir em estruturas próximas que possuem terminações nervosas e estão inflamadas ou sobrecarregadas. Por isso, é fundamental interpretar o exame de imagem em conjunto com a avaliação clínica.

Quem tem condromalácia precisa fazer cirurgia?

Na maioria dos casos, não. O tratamento costuma começar com o ajuste das cargas e a fisioterapia, seguida por um programa progressivo de fortalecimento. A cirurgia é reservada para casos selecionados, especialmente quando existe uma alteração estrutural tratável e os sintomas persistem apesar de uma reabilitação adequada.

Quanto tempo demora o tratamento?

O tempo de recuperação varia conforme a origem da dor, a duração dos sintomas, o grau de perda de força, as atividades praticadas e a resposta ao tratamento. Algumas pessoas percebem melhora nas primeiras semanas, mas a recuperação completa da capacidade física e o retorno ao esporte podem exigir alguns meses.

Quem tem condromalácia pode fazer musculação?

Sim. A musculação pode ser uma parte importante do tratamento porque aumenta a força e melhora a capacidade de absorção das cargas. A amplitude, a resistência, o volume e a progressão dos exercícios, no entanto, precisam ser adaptados à condição atual do joelho.

Quem tem condromalácia pode correr?

Em muitos casos, sim. Antes do retorno, é necessário controlar os sintomas, recuperar a força e avaliar se o joelho tolera os exercícios preparatórios. A corrida deve ser retomada gradualmente, observando-se tanto a resposta durante o treino quanto o comportamento da dor e do inchaço nas horas seguintes.

Estalos indicam que a cartilagem está piorando?

Não necessariamente. Os estalos podem ocorrer em joelhos saudáveis e, isoladamente, não demonstram uma piora da cartilagem. Eles precisam ser investigados quando estão associados à dor, ao inchaço, ao travamento, à instabilidade ou à perda de movimento.

A condromalácia patelar deve ser analisada dentro de um conjunto que envolve a cartilagem, os músculos, os tendões, a biomecânica e a resposta do joelho às atividades. Por isso, tratar somente a alteração descrita na ressonância pode não ser suficiente. Uma avaliação individualizada permite identificar a origem dos sintomas e definir a estratégia mais adequada para recuperar a função e retomar as atividades com segurança.

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28 Comentários

  1. Primeiramente parabéns pelo trabalho que desenvolve no site. Dr. Adriano, gostaria de saber sobre a utilização do método PRP no tratamento da condromalácia patelar. Desde já obrigado.

    1. Oi, Julio!
      O PRP tem tido excelentes resultados no tratamento d condromalacia patelar por 2 formas:
      1. Infiltraçao, com efeito analgesico imediato, dando a possibilidade do paciente progredir no fortalecimento muscular, excencial no tratamento da doença.
      2. Durante cirurgias por potencialiar a migraçao de celulas tronco e melhorar o volume cartilaginoso.

      1. Boa tarde Dr.Tenho condromalacia patelar há mais de 20 anos. Fiz 4 astroscopia, fisioterapia por diversas vezes até que resultou em cirurgia onde foi colocado um parafuso em cada joelho. Hoje em dia , adquiri artrose, fissuras profundas ….. Qual seria o melhor procedimento diante disso tudo?

  2. olá, tenho 44 anos, sou professora de educação física , subindo escada , tive uma torção no joelho esquerdo ,depois de muitos dias fiz uma Ressonância magnética ,na qual o resultado fiquei assustada: Degeneração intrassubstancial do corno posterior do menisco medial ? Condropatia patelar avaçada ? Edema focal do coxim adiposo subrapatelar, provavelmente relacionada a hipersolicitação do mecanismo extensor. e agora? o que vai acontecer ? o Senhor pode me ajudar? vou demorar a dar o resultado ,estou preocupada ,pq ainda sinto dor e inchado. obrigada!

  3. Adorei o artigo, mesmo tendo orientacao medica, esse nome “condromalacia” me assustou, e o q li foi muito esclarecedor e tranquilizador tb. Há cerca de 2anos qdo comecei a sentir dor nos joelhos, na lateral interna dos mesmos, no raio-x disseram q tinha desvio em ambas patelas, são inclinadas pra dentro, por isso a dor na lateral interna; há pouco tempo fiz ressonancia, e fui diagnosticada com condropatia patelar inicial, não sou atleta, mas, ja identifiquei algumas rotinas q podem ter contribuido p/isso, e vou mudar alguns habitos (subir escada principalmente, e tentar manter perna mais esticada no trabalho, já q fico sentada c/ joelhos dobrados em 90º praticamente dia todo), e medico me orientou tb a fazer fortalecimento muscular c/pernas esticadas, e tomar medicamento p/manter sempre a lubrificacao da regiao (comecei com artrolive, hj tomo glicolive, diariamente)… eu q nunca fui adepta de atividade fisica, exceto yoga, comecarei a me cuidar, pra evitar danos maiores.

  4. Olá Dr. Adriano Leonardi, gostaria de saber, em se tratando de exercícios resistidos na cadeira extensora, quais angulações seriam mais seguras para a realização de um fortalecimento muscular após o cliente não referir mais dor, sem ocasionar a hiperpressão patelar contra a parte distal do fêrmur?
    Gostei do artigo, fico no aguardo!
    Abraço.

    1. Bom dia, Fabio.
      para a cadeia extensora (cadeia cinética aberta- CCA), orienta-se que a angulação de proteção seja de 90 a 70 graus para não se gerar vetor de cizalhamento na articulaçåo. Importante se verificar tb se o seu aluno não tem lesão na procela femoral, pois `as vezes, mesmo nesta angulação, pode-se agravar a lesão

  5. Caro Doutor Adriano,

    Tenho condropatia patelar tipo 1 no joelho direito. Praticava capoeira e jiu jitsu e sentia um desconforto no joelho. Após ressonância, fiz infiltração com acido hiarulonico e estou terminando 20 seções de fisioterapia. Entretanto, parei de praticar meus esportes e me dediquei somente a fisioterapia e ao tratamento. De lá para cá só tenho piorado. Posso ter perdido força muscular e disso adveio a piora? O que o senhor aconselharia? Obrigado

    1. oi, Marcelo.
      Vc precisa de nova avaliação medica para poder rever seu diagnostico.
      Se quiser/[uder [assar comigo, será um prazer!
      Abs

  6. Boa tarde Dr.!

    Fiz uma ressonância magnética e fui diagnosticado com discreto edema do coxim adiposo supra patelar. Sinto um pequeno inchaço na parte de cima do joelho associado a uma insensibilidade.
    O que devo fazer?

  7. Olá Dr. Adriano. Adorei todos os artigos do seu site e também a sua explicação. Se eu pudesse ia a uma consulta sua, sou corredor de «rua»/ de «bosque», mas estou em Portugal…
    Muito obrigado, pois os médicos portugueses não se dispõem a ter sites como este, parece que têm medo do público.

  8. Tenho condromalácia patelar há 4 anos e também artrose nos 2 joelhos. O grande problema que eu percebi é a falta de preparo de fisioterapeutas e educadores físicos sobre a doença. Passei por alguns e piorei, visto que me passavam exercícios com angulações erradas. Eu mesmo me debrucei sobre o assunto e estudei, e só aí percebi os equívocos. Mas há médicos ortopedistas que também não compreendem a fundo a lesão. Alguns me disseram que eu nunca mais poderia jogar futebol e correr. Apenas nadar. Fiz viscossuplementação e senti uma melhora extraordinária. Aliado a isso, faço desde então Pilates 2x por semana com foco nos alongamentos e também realizo reforço muscular sem exagerar no peso e obedecendo os ângulos corretos e, no primeiro sinal de dor, paro. Hoje corro pequenas distâncias sem problema, mas tenho receio de voltar a jogar futebol Pesquisando notícias na Internet eu achei seu canal no Youtube e este site. Talvez seja o canal com mais informações técnicas sobre o assunto, inclusive mesclando com informações de fisioterapeutas e educadores físicos. Realmente EXCELENTE! Só lamento que seu instituto não seja na minha cidade, pois tenho quase certeza de que voltaria a jogar meu futebol. Parabéns!!!

  9. Olá, Dr. Adriano tenho acompanhado seu trabalho e vejo que é feito com responsabilidade. Eu senti umas dores no joelho, era praticante de musculação e corrida, depois do rx o médico me deu o diagnostico de lesão condropatelar, disse que perdi a cartilagem no joelho direito receitou uc II e mesmo assim ainda sinto como se tivesse areia no meu joelho qnd subo escada e qnd eu agacho. Moro em Resende, interior do RJ

  10. Boa Noite Dr, Adriano

    Segue resultado da RM Joelho esquerdo, poderia por gentileza me orientar,

    Aguardo contato para agendarmos uma consulta….

    Desde ja agradeço a atenção,

    Indicação clínica: M22.4 Condromalácia da rótula.
    Técnica: Realizadas sequências FSE (e STIR) pesadas em T1 e T2, em múltiplos planos.
    Análise:
    Patela lateralizada e limítrofe para alta no joelho em extensão.
    Condropatia patelar caracterizada por afilamento condral irregular, com extensa exposição óssea da
    faceta lateral e vértice, com leve edema subcondral.
    Condropatia troclear femoral com afilamento condral irregular, atingindo camadas profundas no
    aspecto súpero-lateral, com edema subcondral.
    Hoffite súpero-lateral e edema no coxim suprapatelar, relacionado a hipersolicitação/disfunção do
    mecanismo extensor.
    Irregularidades condrais superficiais na região central da área de carga do côndilo femoral medial.
    Esboço de osteófitos marginais tricompartimentais.
    Degeneração na raiz anterior do menisco lateral com cisto parameniscal/gangliônico de 0,6 cm.
    Pequeno derrame articular no joelho com acentuado espessamento sinovial difuso.
    Demais segmentos meniscais sem evidências de lesões.
    Ligamentos cruzados e colaterais íntegros.
    Tendões do quadríceps e patelar de aspecto preservado.
    Demais superfícies condrais sem irregularidades evidentes.
    Demais estruturas ósseas de morfologia e sinal habituais.
    Fossa poplítea livre.
    Planos musculares preservados.

  11. Boa tarde dr. Adriano
    ja venho tratando aqui em londrina as dores do joelho realizei cirurgia de menisco nos 2 joelhos em agosto de 2022 mais ainda tenho muitas dores ao agachar descer escadas ou rampas
    além da fisioterapia estou trabalhando bastante bicicleta diariamente fortalecimento das pernas
    meu desgaste ja e grau 3-4 no joelho direito
    e 2-3 no joelho esquerdo
    oque poderia fazer para que comece a ter melhora e talvez retorno a pratica ( corrida futebol )

  12. Dr. Adriano Leonardi, boa tarde!
    Doutor tenho 57 anos e já tenho condromalacea patelar alto grau, com erosaoprofunda no vertice patelar e faceta medial, exposição óssea, edema no osso subcondral. Estou fazendo fortalecimento muscular isométrico, eja fiz aplicação de acido hialuronico, já fiz artroscopia. Melhorei, por um tempo, mas agora a dor voltou e a crepitaçao aumentou. Minha pergunta é se a prótese de joelho tem indicação para o meu caso. Futuramente penso em colocar.

  13. Boa noite, a condromalacia patelar associado a impacto femoacetabular bilateral em pincer que trazem limitações, a pessoa pode ser considerada pessoas com deficiência (PCD). Grato pelas explicações seu conteúdo é esclarecedor..

  14. Olá Doutor, tive uma torção no joelho o qual deu esses problemas Condropatia patelar grau II, Tróclea femoral rasa, Pequena efusão articular, Patela discretamente lateralizada, Discreto edema do tecido celular subcutâneo pré-patelar.
    Pode me orientar?

    1. oi, Taynah
      Entendo a ansiedade que a lesão pode estar te causando, mas fica difícil eu emitir uma opinião sem ver teus exames e te EXAMINAR minuciosamente.

      Se puder passar comigo, será um prazer poder te ajudar. O endereço e telefones do consultório sao:

      Rua Bento de Andrade,598
      Ibirapuera SP/SP
      Tel: (11) 2033-7000
      WhatsApp: (011) 993442-5190

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