Você já ouviu falar em lesão de menisco? E lesão de menisco em corredores? Como já escrevi em diversos artigos, os meniscos são duas estruturas de fibrocartilagem, os meniscos são responsáveis por absorver o impacto entre a tíbia e o fêmur durante o movimento.
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Cada joelho apresenta dois meniscos, um interno (medial ) e outro externo (lateral). O menisco interno apresenta menos mobilidade e é maior. O externo é móvel e menor . Juntos eles contribuem para a estabilidade do joelho. Além disso, absorvem o impacto do movimento e, juntos com a cartilagem articular, dissipam a energia cinética.

Assim como em outras lesões, as lesões de menisco causam dor ao executar alguns movimentos, e são classificadas em dois tipos:
Traumáticas agudas: ocasionadas por entorse de joelho, são mais comuns em jovens atletas.
Degenerativas: esse tipo de lesão é mais comum em pessoas a partir dos 40 anos, e é resultado de múltiplos microtraumas que acontecem no decorrer dos anos, seja com a prática de exercícios como corrida ou ciclismo, ou com a sobrecarga de peso no joelho.
Falei mais sobre as lesões degenerativas de menisco, neste vídeo:
Sintomas de lesão de menisco em corredores
As lesões de meniscos acabam causando muitos transtornos, como:
- Dor local que é intensificada com a realização de determinados movimentos, como dobrar os joelhos, realizar agachamentos ou cruzar as pernas;
- Inchaço no local;
- Travamento do joelho.

Uma das queixas mais apresentadas pelos atletas que praticam corrida é a dor durante ou após o exercício. Ela faz com que ele reduza a frequência, volume ou intensidade do treinamento. Também é comum o aumento do líquido sinovial nos casos onde há a inflamação da membrana, causando a “água no joelho” (derrame articular). A dor acaba fazendo com que a pessoa apresente limitações não só na prática de exercícios como também em sua rotina.
Tratamento da lesão meniscal em corredores
Doutor, recebi o diagnóstico de lesão de menisco. Devo parar de correr?
O tratamento da lesão de menisco mudou muito com o passar dos anos. A recomendação dada pelos ortopedistas, além do acompanhamento clínico e a fisioterapia, era que o paciente deixasse de praticar o esporte, e caso a dor continuasse, era retirada parte do menisco (meniscectomia).
Leia também: Retirada do menisco (meniscectomia) e retorno ao esporte, é possível?
Atualmente esse procedimento é considerado o último recurso, por estar ligado à piora dos sintomas em alguns casos, principalmente em mulheres.
Quando a dor está relacionada à perda de massa, pode ser realizado um procedimento chamado viscossuplementação, onde é injetado ácido hialurônico nas articulações. Os especialistas acreditam que, devido ao envelhecimento das articulações, o líquido sinovial acaba perdendo sua capacidade funcional. Nesse caso, o ácido hialurônico ajuda a desacelerar o processo de degeneração.
Novas técnicas cirúrgicas de recuperação de menisco
Com base nos estudos acerca das lesões degenerativas, e com técnicas otimizadas de vídeoartroscopia, foi criada uma nova técnica: a reinserção meniscal. Essa técnica visa recolocar a raiz do menisco em seu local de origem, partindo do princípio de que ao apresentar degeneração, o menisco se apresenta fora do seu local.
Outra alternativa que é bastante promissora, é a subcondroplastia. Através dessa técnica, é realizado o preenchimento do local abaixo da lesão do menisco. Esse procedimento minimamente invasivo, já possui registro na ANVISA e é realizado com o paciente anestesiado com a ajuda da radioscopia dinâmica.
O ramo da ortopedia desportiva está em constantemente em foco, passando por diversas pesquisas e estudos inovadores para garantir uma melhor qualidade de vida e a continuidade da prática esportiva em todas as fases da vida do indivíduo.
Eu tratei mais deste assunto, neste vídeo completo sobre lesão de menisco em corredores.









Bom dia Dr. Adriano ! Quem vos escreve é o Prof. Adrianov Zhukov , 66 anos aposentado , desportista de longa data ( CICLISMO ( LONGAS VIAGENS / 3.000 , 1.000 km ) , CORRIDA E LONGAS CAMINHADAS ) . Há 1 semana comecei a apresentar dores na região do joelho esquerdo e por conselho de minha filha ( tua colega de Medicina / Angiologista e Cirurgiã ) , FIZ UMA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA , nela , tem o seguinte relatório : Estou bastante triste , pois parei minhas atividades desportivas , as quais , são parte importante do ” BOM DEVIR ” … Gostei de tuas explicações e gostaria de tua ajuda no meu caso . Aguardo vossa resposta ! Grato pela atenção ! Estou passando gelo , cessei as atividades , houve um desinchaço e já caminho melhor .
RESSONANCIA MAGNETICA DO JOELHO ESQUERDO
Técnica:
Realizadas com sequências spin-echo e fast spin-echo, com aquisições multiplanares ponderadas em T1, T2 e densidade de prótons, sem e com supressão de gordura. Feito uso do meio de contraste paramagnético por via endovenosa.
Análise:
Discreta alteração de sinal do revestimento condral da patela, sem fissuras profundas ou acometimento ósseo subcondral.
Fissuras condrais profundas no sulco da tróclea femoral, com edema subcondral adjacente.
Demais superfícies condrais regulares.
Sinais de rotura complexa do menisco medial, com lesão horizontal no corno posterior que se estende a superfície articular inferior além de aparente lesão vertical no corpo, amputando sua margem livre.
Menisco lateral com morfologia e intensidade de sinal normais.
Ligamentos cruzados e colateral lateral íntegros.
Espessamento e alteração de sinal do ligamento colateral medial com edema periligamentar denotando sequela de estiramento.
Tendões quadríceps e patelar sem alterações significativas. Peritendinopatia da pata anserina.
Patela normoposicionada, sem sinais de inclinação ou subluxação na hiperextensão.
Moderado derrame articular com sinais de leve sinovite.
Fossa poplítea sem formações císticas.
Feixes neurovasculares sem alterações ao método.
Edema da tela subcutânea.
Impressão diagnóstica:
Sinais de rotura complexa do menisco medial, com lesão horizontal no corno posterior que se estende a superfície articular inferior e lesão vertical no corpo amputando sua margem livre.
Sequela de estiramento do ligamento colateral medial.
Condropatia patelar leve.
Fissuras condrais profundas no sulco da tróclea femoral com leve edema subcondral adjacente.
Moderado derrame articular com sinais de leve sinovite.
Peritendinopatia da pata anserina.
Edema da tela subcutânea.
Dr. Felipe Silva Pestana Especialista em Radiologia e Diagnostico por Imagem CRM BA 28304/RQE 21351
PROF. ADRIANOV ZHUKOV
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https://www.instagram.com/adrianov_zhukov/?hl=pt-br
TEL- 51 985405089
oi, Professor
o laudo da ressonância é emitido por um medico radiologista e é a parte final do diagnostico.
O medico assistentente deve EXAMINAR, solicitar o exame de imagem, ver as imagens e , ai sim ver o laudo.
Portanto, na duvida, consulte uma 2.a opiniao.