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Patela alta tem cura? Preciso rebaixar? O que fazer?

Patela alta tem cura

Patela alta tem cura? Preciso rebaixar? O que fazer?

A patela alta é uma condição que preocupa muitos pacientes. Mas ela, de forma isolada, não quer necessariamente dizer que há um problema. A patela alta tem cura? Eu preciso rebaixar? O que fazer nesta condição? Estas são algumas das perguntas mais comuns sobre o tema.

 

O que é patela alta?

 

O próprio nome já diz, quando vista no perfil, a patela encontra-se um pouco mais alta que o normal fisiológico. Basicamente, a patela está um pouco acima de sua posição normal, na tróclea femoral. 

 

Entendendo a biomecânica e a implicação da patela alta

A patela se articula na tróclea femoral, que funciona como um trilho para a patela movimentar-se. Toda vez que o joelho dobra e estica a patela corre sobre a tróclea. Quando ocorre a flexão, a patela desliza para baixo, toda a força é distribuída entre essas duas estruturas. Quanto mais homogêneo o movimento, melhor essa dissipação e menor a sobrecarga na cartilagem.

Um grande problema nessa articulação, é a desaceleração, que é quando, por exemplo, no movimento de descida de uma escada, na aterrisagem de um salto. Nesse momento que é preciso ter um bom padrão de contração muscular para evitar sobrecarga e é nesse momento também, que a patela alta pode dar problema.

 

Leia também: Cartilagem do joelho gasta: veja essas dicas para reduzir a dor

 

Nessa posição mais alta, quando entrar na tróclea ‘para correr no trilho’, acontece um contato menor entre a patela e a tróclea. Baseado nas leis da física, quanto menor a área de contato, maior a pressão. Portando, podem acontecer dois problemas: 

– Instabilidade funcional, por não funcional de forma correta, gera lesões na cartilagem e consequentemente, gera doenças na cartilagem, como condromalácia patelar e condropatias na tróclea.

– Instabilidade femoropatelar, que é quando a patela desarticula da tróclea, ou seja, sai do lugar, ‘pula fora do trilho’.

 

Como é feito o diagnóstico da patela alta?

A radiografia é o exame mais acessível e fácil de ser realizado. Existe diversos índices para fazer essa mensuração da altura patelar. Por recomendação da literatura, usamos bastante o índice de Insall-Salvatti, que consiste em medir o maior comprimento da patela e divide esse valor pelo comprimento do tendão patelar. O normal na população é 1, quanto menor o índice, mais alta será a patela. 

 

 

Séra que toda patela alta precisa ser rebaixada?

 

Não!

Os procedimentos de rebaixar a patela, trazem bastante e dor, além de consequências prejudiciais devido ao mal funcionamento do joelho nessa posição rebaixada. Podendo levar também a outro problema, conhecido como patela baixa, que também causa problemas biomecânicos, portanto, mais dor e funcionamento lesivo.

O grande segredo é o tratamento da doença de base!

Se a pessoa tem uma doença de base, como a condromalácia, que está ligada ao mal funcionamento do membro inferior como um todo, quadril joelho e tornozelo; a qualidade do movimento deve ser trabalhada. 

 

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A doença cartilaginosa deve ser tratada, se a doença for avançada, podem ser utilizados adjuvantes ortobiológicos, como o ácido hialurônico ou em alguns casos, pode ser indicado o tratamento cirúrgico das lesões da cartilagem.

Para tratar a outra queixa, de instabilidade (a patela ‘pulando fora’), é realizado a cirurgia de reconstrução do ligamento femoropatelar medial. Outro motivo também de instabilidade, é quando uma proeminência óssea logo abaixo da patela, chamada, tuberosidade anterior da tíbia, se encontra muito lateralizada, levando a um ângulo Q aumentado e também pode ser verificada medindo o índice de TA-GT na tomografia. Nesse caso, pode ser feito uma cirurgia de medicalização da tuberosidade anterior da tíbia, jogando esse ossinho para a região de dentro. 

 

Patela alta tem cura?

Como mensagem final para esses casos em que foi diagnosticado patela alta e que já existem problemas de cartilagem e doenças relacionadas, essas lesões, portanto, devem ser muito bem tratadas, sanados todos os tipos de dor e realizar trabalho para melhorar a qualidade do movimento. É Importante perder peso, fundamental realizar o fortalecimento muscular e se manter ativo, porque como a patela alta está ligada à instabilidade funcional e à instabilidade femoropatelar – que leva à luxação da patela— se reduzir os treinos e começar a enfraquecer, ocorre piora da qualidade do movimento e a doença de base tende a voltar. 

Se você recebeu o diagnóstico dessa alteração, fique tranquilo, pois a qualidade do movimento é muito mais importante do que as alterações vistas nos exames de imagem.

Para saber mais, veja este vídeo que fiz sobre a patela alta!

Dr. Adriano Leonardi
[email protected]

Dr. Adriano Leonardi possui 20 anos de experiência em Ortopedia. É Médico Ortopedista Especialista em Joelho; Mestre em Ortopedia e Traumatologia; Médico do Esporte; Membro da Diretoria da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva; Colunista e Consultor dos Sites 'Eu Atleta' e 'Globo Esporte'. Agende sua Consulta: (11) 94754-9183

2 Comentários
  • Joaquim almeida
    Postado as 19:18h, 06 fevereiro Responder

    Gostaria de uma tele consulta, sobre o joelho direito da minha esposa, tenho ressonância e raio x em meio digital, ela tem 70 anos muito ativa com exercícios físicos 5 dias por semana entre musculação e aeróbico, No momento devido ao problema somente musculação das partes superiores

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 17:43h, 14 fevereiro Responder

      Oi, Joaquim
      Muito prazer.
      Como você mora fora de São Paulo, o agendamento de consulta on-line ( telemedicina) é (11) 94754-9183
      Basta entrar em contato que a Cláudia, minha secretária te informa como funciona e faz o agendamento.
      Será um prazer poder te atender.
      Abraço

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