Condromalácia Patelar: Sintomas, Graus, Tratamento e Cura | Dr. Adriano Leonardi

Ao contrário da crença popular, a condromalácia patelar, também chamada de condropatia patelar, não aparece apenas em idosos. Na verdade, ela costuma ocorrer logo na adolescência e, se não for bem identificada, pode acompanhar a pessoa até o final da vida. Essa patologia enquadrada dentro das condropatias ou doenças da cartilagem articular consiste, basicamente, no desgaste da cartilagem que recobre a região articular da patela.

 

A sua classificação vai desde um grau mais simples como o amolecimento, até um grau mais avançado, como fissura, degeneração e até mesmo exposição do osso subcondral. Mas quais são os sintomas da condromalácia patelar? Confira a seguir!

Principais sintomas da condromalácia patelar

A causa do desgaste da cartilagem da condromalácia está intimamente ligada a maus alinhamentos entre a patela e seu trilho (tróclea) e a distúrbios biomecânicos como o valgo dinâmico, no qual existe uma falta de sincronismo entre a musculatura do quadril e do joelho, principalmente em descidas.

Já em casos de uso excessivo, a causa do dano é geralmente o atrito repetitivo de uma parte da cartilagem contra o osso subjacente por diferentes razões.

 

Por esse motivo, os sintomas da condromalácia patelar surgem justamente por conta do desgaste da cartilagem da articulação do joelho, mas podem variar de acordo com o caso de cada paciente. No geral, o sintoma predominante é a dor, que pode ser sentida ao redor da patela, especialmente ao dobrar a perna.

Esse é um dos principais sintomas e, normalmente, está relacionado à atividade física. No entanto, piora e afeta até mesmo a realização de atividades do dia a dia, como subir e descer escadas, caminhar, correr e levantar de uma cadeira, por exemplo. 

Também pode aumentar após prolongada flexão do joelho, como depois de assistir horas de filme no cinema, ao dirigir e em outras atividades que envolvem dobrar a perna por muito tempo. Nestes casos, a dor ainda é acompanhada por uma sensação de rigidez e dificuldade em esticar o joelho.

Além disso, outros sintomas de condromalácia patelar incluem:

  • Estalos e inchaços no joelho;
  • Sensação de instabilidade;
  • Sensação de crepitação, isto é, de ter areia dentro do joelho;
  • Fraqueza no quadríceps.

condromalácia patelar

Condromalácia patelar grau 1: o que significa?

Quando o paciente recebe o diagnóstico de condromalácia patelar grau 1, é comum surgir a dúvida se o problema é grave ou se existe risco de evolução rápida. Na prática, esse é considerado o estágio inicial da doença e representa um momento importante para iniciar o tratamento antes que ocorram alterações mais avançadas na cartilagem.

Nesse grau, a cartilagem apresenta apenas um amolecimento da sua superfície, sem fissuras profundas ou perda significativa do tecido cartilaginoso. Muitas vezes, essa alteração é identificada em exames realizados por outros motivos ou durante a investigação de dores leves na região anterior do joelho.

Os sintomas costumam ser discretos nas fases iniciais. Algumas pessoas sentem apenas um desconforto ao subir ou descer escadas, permanecer muito tempo sentadas ou praticar atividades que aumentam a carga sobre a articulação. Em outros casos, o paciente sequer apresenta dor importante, e o diagnóstico acontece de forma incidental.

A boa notícia é que justamente por representar uma fase inicial, a condromalácia patelar grau 1 costuma responder muito bem ao tratamento conservador. O fortalecimento muscular, a correção dos fatores biomecânicos e a adaptação das atividades são medidas capazes de controlar os sintomas e reduzir a sobrecarga sobre a cartilagem, diminuindo as chances de progressão da doença.

Condromalácia patelar por grau: o que muda no tratamento?

Grau 1

A condromalácia patelar grau 1 representa o estágio inicial da doença. Nessa fase ocorre apenas um amolecimento da cartilagem, sem perda importante do tecido cartilaginoso. Muitas vezes os sintomas ainda são discretos e aparecem apenas após esforços repetitivos, como corrida, subida de escadas ou permanência prolongada sentado.

Felizmente, esse é o momento em que o tratamento costuma apresentar os melhores resultados. Programas de fisioterapia, fortalecimento da musculatura do quadril e do joelho, correção dos fatores biomecânicos e adaptação das atividades normalmente são suficientes para controlar a dor e evitar a progressão da lesão.


Grau 2

Na condromalácia grau 2 começam a surgir pequenas fissuras superficiais na cartilagem. Embora ainda seja considerada uma fase relativamente precoce, os sintomas costumam se tornar mais frequentes durante atividades físicas e esforços repetitivos.

Assim como no grau 1, o tratamento continua sendo predominantemente conservador. A combinação entre fisioterapia, fortalecimento muscular, reeducação do movimento, controle da sobrecarga e, quando necessário, medicamentos para controle da dor costuma proporcionar boa evolução clínica.


Grau 3

No grau 3 as fissuras tornam-se mais profundas e a dor passa a limitar com maior frequência as atividades do dia a dia. Ainda assim, isso não significa automaticamente que o paciente precise ser operado.

Muitos pacientes conseguem controlar os sintomas com tratamento clínico bem conduzido, incluindo fortalecimento muscular, fisioterapia especializada, reabilitação biomecânica e, em casos selecionados, infiltrações articulares. A indicação cirúrgica depende muito mais da limitação funcional, da localização da lesão e da resposta ao tratamento do que apenas do grau descrito na ressonância.


Grau 4

A condromalácia grau 4 corresponde ao estágio mais avançado da doença, quando já existe exposição do osso subcondral devido à perda completa da cartilagem naquela região.

Mesmo nessa fase, a cirurgia não é obrigatória para todos os pacientes. Inicialmente costuma-se tentar controlar os sintomas com tratamento conservador. Entretanto, quando a dor permanece intensa, existe importante limitação funcional ou falha do tratamento clínico, o ortopedista pode indicar procedimentos cirúrgicos para preservar ou restaurar a articulação, conforme as características de cada caso.

Caso queira entender como funciona o estágio mais avançado da doença, confira também nosso artigo completo sobre condropatia patelar grau 4: diagnóstico e tratamento.

Para entender melhor, confira esse vídeo do meu canal: CONDROPATIA PATELAR: O que é, sintomas e como tratar

Condromalácia patelar tem cura?

Nos graus iniciais, especialmente 1 e 2, o tratamento pode controlar completamente os sintomas e melhorar o funcionamento do joelho. A redução da sobrecarga, o fortalecimento muscular e a correção biomecânica criam condições mais favoráveis para a articulação e ajudam a impedir que as alterações progridam.

Entretanto, é preciso ter cuidado com a ideia de regeneração completa. A cartilagem articular possui capacidade limitada de cicatrização, e o desaparecimento da dor não significa necessariamente que ela voltou a apresentar exatamente a mesma estrutura anterior.

Nos graus 3 e 4, nos quais já existem fissuras profundas ou exposição do osso subcondral, o objetivo principal é controlar a dor, preservar a função, permitir a manutenção das atividades e reduzir a velocidade de progressão do desgaste.

Isso não significa que o paciente esteja condenado a conviver com dor ou abandonar os esportes. Não ter uma cura estrutural completa não é o mesmo que não ter um tratamento eficaz. Muitos pacientes conseguem permanecer ativos e recuperar a qualidade de vida com fisioterapia, fortalecimento, adaptação da carga, infiltrações ou cirurgia, quando realmente indicada.

Se você recebeu o diagnóstico de condromalácia patelar ou apresenta dor na região anterior do joelho, agende uma consulta para uma avaliação individualizada. Identificar o grau da lesão e, principalmente, os fatores que estão sobrecarregando a articulação é essencial para definir o tratamento mais adequado.

E o que fazer ao sentir alguns dos sintomas de desgaste da cartilagem?

Na presença dos sintomas da condromalácia patelar citados anteriormente, é fundamental que um médico especialista em ortopedia seja consultado. Dessa forma, é possível que seja feita uma avaliação completa dos sintomas. 

Além disso, esse profissional poderá realizar um exame físico e solicitar alguns exames de imagem, como raio-X e ressonância magnética, por exemplo.

Com o resultado desses exames e a avaliação dos sintomas, o ortopedista poderá confirmar o diagnóstico e, assim, indicar o tratamento mais adequado. A escolha do método de tratamento irá depender da causa e do grau de desgaste da cartilagem

Mas, no geral, o cirurgião ortopédico pode indicar o uso de medicamentos, tratamentos regenerativos como a infiltração articular com ácido hialurônico (viscossuplementação) e exercícios para fortalecimento dos músculos das pernas, sessões de fisioterapia e, nos casos mais graves, cirurgia.

O que você pode e o que você não pode fazer com condromalácia patelar

Receber o diagnóstico de condromalácia patelar não significa que seja necessário interromper definitivamente todas as atividades físicas. Na maioria dos casos, o movimento faz parte do tratamento, desde que os exercícios sejam escolhidos e adaptados de acordo com o grau da lesão, a intensidade da dor e o condicionamento do paciente.

As restrições também não são iguais para todos. Uma atividade que provoca dor em uma pessoa pode ser bem tolerada por outra. Por isso, a orientação precisa considerar a reação do joelho durante o exercício e nas horas seguintes.

Atividades que costumam ser liberadas

A natação é uma alternativa de baixo impacto que pode ajudar na manutenção do condicionamento físico. Entretanto, o estilo de nado e a intensidade devem ser adaptados caso algum movimento provoque dor no joelho.

A bicicleta também pode ser utilizada, desde que o banco esteja corretamente ajustado. Um banco muito baixo aumenta a flexão do joelho e pode elevar a pressão sobre a articulação patelofemoral. A carga e o tempo de treino devem ser aumentados gradualmente.

A musculação é uma das principais ferramentas do tratamento, mas precisa respeitar a amplitude dos movimentos e a tolerância do paciente. Os exercícios podem trabalhar quadríceps, glúteos, musculatura posterior da coxa, panturrilhas e região central do corpo.

Caminhadas, exercícios aquáticos e atividades de mobilidade também podem ser mantidos, desde que não provoquem aumento significativo da dor ou do inchaço.

Atividades que devem ser evitadas durante a fase dolorosa

Agachamentos muito profundos podem elevar a pressão entre a patela e o fêmur. Durante uma crise, pode ser necessário reduzir temporariamente a amplitude ou substituir o exercício por outra opção que trabalhe os mesmos músculos com menor desconforto.

A corrida em descidas também costuma aumentar a carga sobre a articulação patelofemoral. Dependendo da intensidade dos sintomas, o paciente pode precisar reduzir o volume, evitar terrenos inclinados ou suspender temporariamente a corrida enquanto realiza a reabilitação.

Subir e descer escadas repetidamente, realizar saltos ou permanecer por muito tempo com os joelhos dobrados pode agravar a dor na fase aguda. Essas atividades não são necessariamente proibidas para sempre, mas podem exigir restrição até que exista melhora da força e do controle do movimento.

O objetivo não é manter o paciente em repouso absoluto, mas encontrar o nível de atividade que não provoque piora progressiva dos sintomas. As cargas devem ser retomadas gradualmente, de preferência com acompanhamento profissional.

Para entender melhor como funciona o fortalecimento, confira esse vídeo: EXERCÍCIOS PARA CONDROMALÁCIA — 10 erros mais comuns

Anti-inflamatório ajuda no tratamento da condromalácia?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre pacientes que recebem o diagnóstico de condromalácia patelar. Afinal, como a dor costuma estar relacionada a um processo inflamatório secundário ao desgaste da cartilagem, muitas pessoas acreditam que o anti-inflamatório é suficiente para resolver o problema.

Na realidade, esses medicamentos podem fazer parte do tratamento em situações específicas, principalmente quando existe dor mais intensa ou uma crise inflamatória que dificulta a realização das atividades do dia a dia. Nesses momentos, o objetivo é aliviar os sintomas e permitir que o paciente consiga iniciar ou manter o programa de reabilitação.

Entretanto, é importante compreender que o anti-inflamatório não corrige a causa da condromalácia patelar. O desgaste da cartilagem e as alterações biomecânicas que levaram ao problema continuam presentes mesmo após a melhora da dor. Por isso, utilizar esse tipo de medicamento de forma repetitiva, sem investigar a origem dos sintomas, pode apenas mascarar o quadro e atrasar o tratamento adequado.

O controle da doença depende principalmente da identificação dos fatores que estão sobrecarregando a articulação. Fortalecimento muscular, reabilitação, correção dos movimentos, controle do peso corporal e outras medidas individualizadas costumam representar a base do tratamento.

Por esse motivo, a indicação de qualquer medicamento, incluindo os anti-inflamatórios, deve sempre ser feita pelo médico após uma avaliação clínica, considerando as características de cada paciente e as possíveis contraindicações.

Agende uma consulta com o Dr. Adriano Leonardi!

 

Quer saber mais sobre a condromalácia patelar? Então inscreva-se no canal do Dr. Adriano Leonardi e assista ao vídeo abaixo com uma explicação mais detalhada sobre essa patologia.

 

Mas, para cuidar da sua saúde, se apresentar algum dos sintomas mencionados anteriormente, não deixe de agendar uma consulta para que o seu caso seja avaliado corretamente. Entre em contato!

 

FAQ

Qual é o melhor anti-inflamatório para condromalácia patelar?

Não existe um medicamento considerado o melhor para todos os pacientes. Quando indicado, o anti-inflamatório tem como objetivo aliviar a dor e reduzir a inflamação durante períodos de crise, mas não trata a causa da condromalácia. A escolha do medicamento, da dose e do tempo de uso deve sempre ser feita pelo médico.


Condromalácia patelar grau 1 tem cura?

A condromalácia grau 1 corresponde ao estágio inicial do desgaste da cartilagem. Embora a cartilagem tenha capacidade limitada de regeneração, muitos pacientes conseguem controlar completamente os sintomas e impedir a progressão da doença por meio de tratamento conservador, fortalecimento muscular e correção dos fatores biomecânicos.


Condromalácia patelar grau 1 precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, não. Como se trata da fase inicial da doença, o tratamento costuma ser conservador e apresenta bons resultados quando iniciado precocemente. A cirurgia fica reservada para situações específicas, quando existe falha das medidas não cirúrgicas ou alterações estruturais que justifiquem uma abordagem diferente.

Condromalácia patelar grau 3 tem cura?

No grau 3, a cartilagem apresenta fissuras profundas e possui capacidade limitada de recuperação estrutural. Entretanto, muitos pacientes conseguem controlar a dor, recuperar a função e voltar às suas atividades com fisioterapia, fortalecimento muscular, correção biomecânica e controle da sobrecarga. A cirurgia não é necessária em todos os casos.

Condromalácia patelar pode virar artrose?

A condromalácia pode evoluir e fazer parte de um processo de desgaste mais amplo da articulação patelofemoral. Quando existe perda progressiva da cartilagem, pode ocorrer artrose entre a patela e o fêmur. Isso não acontece obrigatoriamente com todos os pacientes, e o tratamento dos fatores de sobrecarga ajuda a proteger a articulação.

Posso correr com condromalácia patelar?

A possibilidade de correr depende da intensidade da dor, do grau da lesão, da força muscular, da biomecânica e da resposta do joelho ao exercício. Alguns pacientes conseguem continuar correndo com ajustes no volume, no terreno e na intensidade. Durante uma crise dolorosa, pode ser necessário interromper temporariamente a corrida e priorizar atividades de menor impacto.

Condromalácia patelar piora com o tempo?

A condromalácia pode piorar quando os fatores que provocam sobrecarga permanecem sem correção. Alterações no alinhamento, fraqueza muscular, excesso de treinamento, ganho de peso e movimentos inadequados podem contribuir para a progressão. Por outro lado, o tratamento adequado pode controlar os sintomas e reduzir o risco de agravamento.

Qual médico trata condromalácia patelar?

O diagnóstico e o tratamento são realizados pelo ortopedista. Em casos relacionados à articulação patelofemoral, é recomendável procurar um ortopedista especialista em joelho, que poderá avaliar a cartilagem, o alinhamento da patela, a biomecânica e outras possíveis causas da dor.

Quem tem condromalácia pode fazer musculação?

Sim. A musculação costuma fazer parte do tratamento porque ajuda a fortalecer os músculos responsáveis pela proteção e pelo controle do joelho. Entretanto, a carga, a amplitude e a seleção dos exercícios devem ser adaptadas. Movimentos que provocam piora significativa da dor precisam ser corrigidos ou temporariamente substituídos.

Condromalácia patelar precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, não. O tratamento inicial costuma ser conservador, com fisioterapia, fortalecimento e controle da sobrecarga. A cirurgia pode ser considerada quando existe dor persistente, limitação funcional importante, alterações estruturais específicas ou ausência de melhora após um tratamento clínico bem conduzido.

Referências científicas

Fonte: Best practice guide for patellofemoral pain based on synthesis of a systematic review, the patient voice and expert clinical reasoning, publicado no British Journal of Sports Medicine, 2024.

Fonte: Quadriceps or hip exercises for patellofemoral pain? A randomised controlled equivalence trial, publicado no British Journal of Sports Medicine, 2023.

Fonte: Six Treatments Have Positive Effects at 3 Months for People With Patellofemoral Pain: A Systematic Review With Meta-analysis, publicado no Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, 2022.


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Sobre o autor

Dr. Adriano Leonardi
CRM/SP 99660 | RQE 38911
Especialista em Joelho pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.

O Dr. Adriano Leonardi atua no diagnóstico e no tratamento de lesões do joelho, doenças da cartilagem e condições relacionadas à prática esportiva. Seu trabalho envolve desde o tratamento conservador e a reabilitação até procedimentos cirúrgicos individualizados.

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5 Comentários

  1. Boa noite doutor
    Tive alguns anos atrás um acidente de moto e tive um estiramento ligamento colateral medial e lesões nos ossos. Cirurgia de implantação de um ligamento artificial e logo em seguida outra cirurgia de artroscopia no derrame ósseo. Atualmente desenvolvi condromalacia patelar além de não ter mais a mesma função física do joelho. Tenho 38 anos e pela minha função profissional terei de mudar de profissão devido ao meu joelho. Pela minha situação seria necessário cirurgia patelar pela minha condição?

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