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Prescrição de exercícios da condromalácia: Os cinco principais erros

Prescrição de exercícios da condromalácia: Os cinco principais erros


Sem duvidas, o tratamento e inserção no esporte de pessoas que se tratam de condromalácia ou condropatia patelar é um dos grandes desafios da medicina esportiva atual. Felizmente, a melhor compreensão da doença, aliado ao desenvolvimento de novos métodos de treinamento fizeram com que o seu tratamento avançasse nas últimas décadas, permitindo que pessoas com graus avançados da doença tivessem alívio completo dos sintomas e que retornassem plenamente ao esporte.

Prescrição de exercícios da condromalácia: Os cinco principais erros

Ligada a fatores genéticos, familiares e a distúrbios biomecânicos como o valgo dinâmico, a lesão acomete principalmente mulheres corredoras e seu tratamento envolve 4 fases distintas:

I) Regenerativa: onde recursos analgésicos e o fortalecimento muscular inicial são empregados;

II) Preventiva: onde os exercícios iniciais prescritos da fisioterapia recebem continuidade em atividades como a musculação, o pilates e a hidroginástica;

III) Retorno ao esporte: onde a equipe de transição aplica testes funcionais e periodiza o treino

IV) Ganho de performance: onde a reavaliação periódica aliado a outros recursos da medicina esportiva possibilitam que o esporte seja praticado de maneira competitiva.

Como a condromalácia, assim como qualquer condropatia possui altíssimo risco de recidiva, é justamente nesta fase entre a melhoria dos sintomas e retorno ao esporte onde alguns erros comuns podem frustrar o paciente e a equipe. São eles:

1. Realizar autodiagnóstico

Com o crescimento da internet e das redes sociais tem permitido que toda a população, independente da classe social, tenha acesso às informações medicas. Felizmente, a grande maioria das pessoas utiliza estas informações para complementar uma consulta medica tradicional. Mas, infelizmente, outras acabam pulando etapas básicas e, na tentativa de um autodiagnóstico acabam agravando o problema.

2. Treinar sozinho

A presença de um profissional de educação física que que domine não só a modalidade esportiva, mas também sobre a condropatia é de fundamental importância. A execução correta do exercício e a metodologia empregada são de fundamental importância na prevenção de lesão e na resposta fisiológica.

3. treinar sem o alivio completo da dor

Mesmo que os exercícios sejam executados de maneira correta, a dor tanto durante, quanto após o treino leva à inibição muscular e a resposta muscular pode ser de inibição, com consequente catabolismo (atrofia). Por este motivo, muitas vezes o inicio do trabalho de fortalecimento deve ser realizado com recursos da fisioterapia e a transição à academia e ao esporte, muito bem planejada.

4. investir em suplementos

Com o crescimento do conceito fitness das redes sociais e, com o forte apelo comercial, muita gente começa a utilizar diversos suplementes que prometem melhoria da função da cartilagem e de uma resposta muscular mais rápida. Isso, além de ser um grande desperdício de recursos financeiros também leva à frustração do paciente. A resposta muscular é lenta, gradual e intimamente ligada a fatores genéticos, gênero e idade. Quando indicados, os suplementos, principalmente aqueles ligados à hipertrofia muscular passam a ter efeito após o período médio de 3 a 4 meses, em média.

5. aumento exagerado da carga

Infelizmente, o conceito de que a progressão dos exercício estaria ligada exclusivamente ao aumento progressivo de carga ainda é difundida. A ideia de que “se estou mais forte, aguento mais peso” é muito comum e deve ser eliminada. Importante que seja esclarecido que o mais importante é que a musculatura haja de maneira sinérgica, harmônica e que proteja a articulação.

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Dr. Adriano Leonardi
[email protected]

Dr. Adriano Leonardi possui 20 anos de experiência em Ortopedia. É Médico Ortopedista Especialista em Joelho; Mestre em Ortopedia e Traumatologia; Médico do Esporte; Membro da Diretoria da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva; Colunista e Consultor dos Sites 'Eu Atleta' e 'Globo Esporte'. Agende sua Consulta: (11) 94754-9183

13 Comentários
  • Karin
    Postado as 20:34h, 20 novembro Responder

    boa noite! Vendo os seu vídeos e me impressionando com seu conhecimento .
    Espero poder passar em breve aí, e tratar meu problema de forma correta pq até agora não tive êxito ..

  • André Vinícius
    Postado as 15:03h, 27 novembro Responder

    Estou adorando os vídeos! Pena que não tem consultório no RJ…

  • Thais
    Postado as 23:19h, 05 fevereiro Responder

    Eu ano passado tive uma crise de dor no joelho, fui diagnosticada com condro grau 2, fiz infiltracao, fisio, depois voltei a treinar sozinha apenas bicicleta e isometria como aprendi na fisio, se eu malho 3x na semana fico bem. mas meu quadril doi bastante e o medico n ligou muito pra meu exame dessa parte. e agora refiz exame deu condro grau 3, fiquei super triste. meu trabalho tem muita escada e acredito q o desgaste vem dai. as clinicas de fisioterapia do convenio sao fracas, nao tem esse trabalho que o dr mostra nos videos…

  • Aline Oliveira Santos
    Postado as 12:00h, 26 abril Responder

    Bom dia Dr. Adriano

    Gostei bastante do seu vídeo. Tenho condromalácia nos dois joelhos, sendo que no direito grau 4. Este mesmo joelho já foi operado por conta de uma luxação que provocou rompimento do ligamento patelofemural. Depois da reconstrução, o médico colocou um boton para fixar a patela. Sempre estou pesquisando sobre meu problema, pois já fui em diversos especialistas, que acreditam em tratamentos opostos e fico numa situação conflituosa e sem resultados satisfatórios. Os especialistas que já fui sempre encaminham o tratamento diretamente para academia. A fala em comum é o fortalecimento da musculatura do quadricepes. Um disse que eu só poderia fazer cadeia fechada, o outro disse que eu só poderia fazer cadeia aberta… um não acreditava no tratamento com ácido, o outro disse que era primordial ´para o meu caso. Procuro seguir as orientações, desta última vez, fiz o tratamento com ácido. Achei que as dores pioraram em certo momento, mas depois voltou aos incómodos habituais .Em relação a dor, sempre tenho dúvidas…Não sinto dores constantes, que impossibilitam minhas atividades do dia a dia, sinto incómodos ao descer escadas e ao ao realizar alguns exercícios. Gostaria de saber, se nessa situação de dor é comum sentir sempre, pq apesar de todo o tratamento que faço, continuo sentindo principalmente nessas situações que relatei.
    Moro em Salvador, o senhor poderia indicar um colega daqui que tenha a sua linha de tratamento? Tenho 42 anos e não quero terminar como minha vó paterna, que passou grande parte da vida, com dores insuportáveis, fazendo cirurgias e não obtendo resultados. Gosto muito de cuidar de meu corpo e realizar atividades físicas como aeróbica, localizada, musculação… Preciso realmente saber o que posso fazer de verdade!

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 12:23h, 27 abril Responder

      Oi, Aline.

      Para te responder isso, precisaria te examinar e ver as imagens de seus exames.
      Se puder passar em consulta comigo, será um prazer pode te ajudar.

      Se tiver dificuldade em consulta presencial, meu link para Telemedicina é https://adrianoleonardi.com.br/telemedicina/

      O endereço e telefones do consultório sao:

      Rua Bento de Andrade,103
      Ibirapuera SP/SP
      Tels. (11) 2507 9021
      whatsapp: (11)940065262

      Cordialmente,

      Dr Adriano Leonardi
      CRM/SP 99660

  • Angélica
    Postado as 18:58h, 05 maio Responder

    Boa noite Dr. Leandro,
    Tenho 43 anos e perfil de sempre praticar esportes. Atualmente jogo tênis 2x por semana e vôlei 1x por semana. Tenho há mais de 20 anos uma ruptura de ligamento cruzado, na mesma época o menisco foi parcialmente removido e uma osteoartrose se formou por conta disso.
    Apesar de ter o joelho nestas condições, e mesmo com dor frequente, sigo praticando os esportes que gosto. Já fiz consultas com ótimos especialistas aqui e todos foram unânimes em me contra-indicar cirurgia.
    Estou procurando um profissional aqui em Porto Alegre para avaliar e se possível iniciar um tratamento de viscossuplemetação do meu joelho. Acompanho seu trabalho e gostaria muito de uma indicação sua.
    Desde já te agradeço a atenção!
    Angélica

  • Giovani D. Rocca
    Postado as 20:57h, 17 maio Responder

    Assisti recentemente vários de seus vídeos. Operei o LCA e cisto de Backer em 2012, nunca fui atleta, jogava vôlei aos sábados onde lesionei em 2009. No pós operatório perdi muita massa muscular, com o tempo veio condroma lácia fermorpatelar grau 3, fissuras condrais profundas na faceta lateral da patela com tênue edema ósseo. Meu deficti no isocianetico está em 34% nos extensores e 25% nos flexores no joelho operado e onde estão todos os problemas. A dor frequentemente nos exercícios na academia dificultam minha evolução. E de dez em quando ao me abaixar com a perna esticada, gera muita dor no joelho ( Parece o meu menisco se movimenta ) e quando fica 10 dias tratando na fisioterapia e antiinflamatório. Já fiz duas viscosuplementacao, e uma há 3 meses. O que está errado doutor? Obrigado.

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 09:40h, 18 maio Responder

      Oi, Giovani.

      O que esta errado, certamente é seu diagnostico e estratégia de tratamento.

      Para te responder isso, precisaria te examinar e ver as imagens de seus exames.
      Se puder passar em consulta comigo, será um prazer pode te ajudar.

      Se tiver dificuldade em consulta presencial, meu link para Telemedicina é https://adrianoleonardi.com.br/telemedicina/

      O endereço e telefones do consultório sao:

      Rua Bento de Andrade,103
      Ibirapuera SP/SP
      Tels. (11) 2507 9021
      whatsapp: (11)940065262

      Cordialmente,

      Dr Adriano Leonardi
      CRM/SP 99660

  • Kariny
    Postado as 15:32h, 23 outubro Responder

    Quem tem condromalácia pode fazer Calistenia?

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