5 coisas que você jamais deve fazer após um estiramento na Panturrilha!

5 coisas que você jamais deve fazer após um estiramento na Panturrilha!

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Você estava jogando sua pelada e vai chutar a bola, ou estava praticando o treino de corrida e vai dar um “sprint” e “boom”. Sente uma fisgada súbita na panturrilha, semelhante a uma pedrada. Um estiramento na panturrilha.

Parece que da para continuar, mas a cada metro caminhado, a dor vai aumentando até que realmente não dá mais para andar.

Sim. Você acabou de sofrer uma lesão muscular na panturrilha!

Estiramento na Panturrilha

Como já escrevi em outros artigos informativos, os músculos da panturrilha (assim como qualquer grupo muscular) estão sujeitos a uma ruptura quando são submetidos a esforço acima de seus limites fisiológicos, especialmente se outros fatores estão envolvidos. Tais como: condições meteorológicas (muito frio ou muito calor na temperatura ambiente), aquecimentos inadequados e fadiga muscular.

O estiramento na panturrilha ocorre porque, durante o gesto esportivo de frear, o grupo muscular anterior da perna se contrai vigorosamente objetivando força, trazendo para si o tornozelo e o grupo posterior, a panturrilha estica-se contra a resistência, objetivando modular o movimento. Isso chamamos de “contração excêntrica”. Neste momento, por não resistir a força, ela se rompe.

Uma vez lesionado, o esportista se vê em um quadro de dor que vai se agravando com o passar dos dias e muitas dúvidas vão surgindo.

Mas, calma. Tratando de maneira correta, a lesão tende a ser curada de uma forma muito boa.

Seguem abaixo algumas dicas de 5 coisas que você jamais deve fazer:

 

1. Deixar de procurar um médico após um Estiramento na Panturrilha

Procure sempre auxilio médico. Preferencialmente de um médico que tenha conhecimento em traumatologia do esporte.

Além de fazer o diagnóstico e graduar o estiramento na panturrilha, o profissional descartará lesões que mimetizam a lesão muscular como síndrome compartimental, cãibras, tumores e problemas vasculares, como a síndrome do aprisionamento da artéria Poplitea, por exemplo.

 

2. Voltar a treinar sem orientações após um Estiramento na Panturrilha

Dependendo do grau do estiramento da panturrilha, a melhoria da dor e contratura vem dentro de 1 semana, e  é comum o esportista se sentir apto a voltar ao exporte. Aí que mora o perigo!

A cicatriz da lesão pode estar imatura e “boom”: a temida re-lesão acontece.

Lembrando que, quanto maior o número de novos traumas na cicatriz, mais inelástico vai ficando o músculo e, consequentemente, pior o prognóstico a longo prazo.

 

3. Fazer compressa quente

Na fase aguda do estiramento da panturrilha (primeiros dias e semanas), fazer compressas mornas pode levar à vasodilatação local, com consequente aumento do hematoma, agravo da reação inflamatória local e, consequentemente, aumento da dor e disfunção do membro.

 

4. Realizar alongamento

É muito comum o esportista achar que aquela “fisgada” deve-se ao fato de não ter alongado corretamente antes do exporte e tenta se alongar para ver se melhora.

O alongamento mau orientado vai tracionar uma área lesionada e o resultado, obviamente será um agravo da lesão.

 

5. Trocar a sua modalidade esportiva

Também muito comum o esportista achar que a fisgada é apenas uma contratura e que correr, pedalar ou fazer musculação vai “soltar”o músculo. Isso pode tanto agravar o estiramento na panturrilha, quanto aumentar o hematoma.

 

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Dr. Adriano Leonardi
dr@adrianoleonardi.com.br

Dr. Adriano Leonardi possui 20 anos de experiência em Ortopedia. É Médico Ortopedista Especialista em Joelho; Mestre em Ortopedia e Traumatologia; Médico e Fisiologista do Esporte; Membro da Diretoria da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva; Colunista e Consultor dos Sites 'Eu Atleta' e 'Globo Esporte'. Agende sua Consulta: (11) 2507-9021 ou 2507-9024

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