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Retirada do menisco, quando é indicado e quais as consequências?

Retirada de menisco

Retirada do menisco, quando é indicado e quais as consequências?

O menisco é um amortecedor nobre composto por uma cartilagem fibrosa (fibrocartilagem) que fica entre o fêmur e a tíbia. Sua principal função é aumentar a congruência entre os ossos e demais estruturas articulares. Basicamente, ele permite um melhor “encaixe” ósseo e ajuda na distribuição dos impactos que incidem no joelho. A retirada de menisco é uma cirurgia que muitas vezes, pode e deve ser evitada. 

Temos o menisco medial e o lateral. O menisco medial geralmente é o mais lesado, por ser uma estrutura menos móvel e que em caso de trauma, tende a sofrer maior impacto. 

A cirurgia de retirada de menisco é chamada de meniscectomia e geralmente é realizada através de video artroscopia. 

 

o que e menisco 4

Porque é feita a retirada do menisco?

 

Há várias razões. O mais comum, no caso das lesões de menisco, é que elas ocorram através de um trauma, como por exemplo, uma entorse de joelho. Por isso, é tão comum que atletas, como jogadores de futebol, tenham lesões no menisco. 

Lesões por esforço repetido são menos comuns no menisco. 

No geral, a indicação de diferentes órgãos, como a ICRS (Sociedade internacional de reparo de cartilagem) é a de busca pela preservação do menisco. Ou seja, a depender da lesão de menisco e da gravidade, o mais indicado é sempre a sutura do mesmo, evitando ao máximo a sua retirada. 

Ou seja, deve-se evitar ao máximo a retirada. A meniscectomia só é indicada em casos onde não há mais outros tipos de reparos a serem feitos. 

 

Leia também: Conheça 5 sinais de lesão no menisco

 

Isso porque a retirada do menisco traz uma série de complicações em longo prazo. 

 

O que acontece com a retirada do menisco?

 

Há inúmeras implicações. Estudos mostram que há um aumento de 75% de contato entre as superfícies cartilaginosas, gerando atrito entre elas. No geral, 95% das pessoas que tem a retirada do menisco, vão apresentar algum tipo de contato, atrito ou problema cartilaginoso no joelho. Nem todos são sintomáticos, mas estes são bem comuns. 

Outros estudos mostram um aumento da pressão óssea, entre tíbia e fêmur, na casa dos 300%. 

Um dos grandes problemas que isso pode gerar, é a artrose monocompartimental, onde ocorre a degeneração cartilaginosa e óssea em um ponto específico da articulação. 

 

Ou seja, a retirada do menisco deve ser vista como uma última alternativa. Se possível, deve-se sempre optar por uma sutura ou outro tipo de estratégia cirúrgica, na busca pelo reparo do menisco. 

A medicina regenerativa traz uma grande esperança para o reparo deste tipo de problema. Mas ainda não temos, em larga aplicabilidade, a possibilidade de reparo completo de menisco, em casos mais graves. 

 

Fatores que tornam a retirada do menisco mais propensa a problemas

1. Idade

Quanto mais cedo é feita a retirada do menisco, maiores as chances do desenvolvimento de problemas, como a artrose. 

 

2. Peso 

Pessoas obesas naturalmente tem um aumento na pressão articular, o que só piora o quadro de retirada do menisco. 

 

3. Nível de atividade física

Pessoas com baixa eficiência muscular, tendem a ter maior impacto articular e com isso, vão apresentar uma maior incidência de problemas. 

 

4. Desvio de eixo

Valgo dinâmico, geno valgo ou geno varo, tendem a aumentar o impacto entre as superfícies, após a retirada do menisco. 

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Fiz a retirada de menisco, o que fazer?

 

Este é um ponto muito importante. Mesmo que você tenha uma retirada do menisco, pode prevenir uma série de complicações. 

O primeiro ponto é a manutenção do peso e principalmente, estar ativo fisicamente. Esportes com mais impacto, como corrida ou futebol, devem ser analisados por seu ortopedista. Não necessariamente eles serão proibidos, mas cada caso precisa ser bem analisado. Há casos onde o mais indicado é a mudança do esporte. 

Outro ponto é o fortalecimento constante. Seus músculos, estando fortes e eficientes em termos de contração, estarão assegurando que o joelho estará mais estável. Isso é fundamental para quem não possui mais o menisco. 

Há ainda a possibilidade de aplicação de produtos que modifiquem quimicamente a evolução do desgaste cartilaginoso como ácido hialurônico e outros produtos orto-biológicos no intuito de frear a evolução da doença. 

Neste vídeo, eu falo mais sobre este tema:

 

Sandro Lenzi
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