Tratamento Não Cirúrgico Ligamento Cruzado Anterior

Tratamento Não Cirúrgico Ligamento Cruzado Anterior

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A ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho é uma lesão frequente nos esportes. O entorse é, disparadamente o movimento que mais lesa estruturas intrínsecas do joelho. No futebol, esporte muito popular no Brasil, o trauma ocorre com o pé fixo ao solo, ou preso à perna do adversário, ocorrendo rotação anormal interna ou externa do fêmur em relação à tíbia. Pelo fato desta estrutura não cicatrizar, é de comum acordo entre a maioria dos cirurgiões de joelho no mundo de que tanto uma lesão total, quanto parcial, em pacientes ativos e que tenham queixas de falseio, que o indivíduo deve ser submetido a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior para que possa restabelecer a estabilidade e função. Em alguns casos, no entanto, o tratamento não cirúrgico pode ser instituído. Pessoas que tenham sofrido lesão parcial do ligamento e não sintam instabilidade, e idosos são exemplos a este tipo de tratamento. Importante salientar que, mesmo sendo optado pelo tratamento não cirúrgico, em se havendo instabilidade ou avanço da degeneração do joelho, a estratégia pode mudar e a cirurgia tornar-se necessária.

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Como já descrito em outros artigos, a lesão do ligamento cruzado anterior leva a uma alteração da articulação tíbio-femural, permitindo o aparecimento de episódios “falseios” do joelho. Estes episódios repetidos levarão a um afrouxamento dos restritores secundários, lesões meniscais e cartilaginosas terminando com a degeneração precoce da articulação.

 

Meta para o tratamento não cirúrgico ligamento cruzado anterior

Por isso, a meta do tratamento conservador das lesões do LCA é ampliar a capacidade estabilizadora dinâmica do joelho. Devido a variações individuais é impossível desenvolver um protocolo padrão de tratamento conservador para as lesões de LCA. A proposta deste artigo de revisão é sugerir uma linha de conduta cientificamente orientada na prevenção de “falseios” no joelho do paciente com deficiência de LCA.

 

Alternando as atividades Físicas

A base desta reabilitação é a modificação de algumas atividades praticadas, principalmente aquelas nas quais o esportista precisa frear e driblar. O fortalecimento do músculo anterior da coxa (quadríceps) e a introdução de exercícios de equilíbrio (proprioceptivos) e medidas de suporte. Nesta fase, pessoalmente, costumo orientar que o individuo troque, mesmo que provisoriamente a atividade esportiva que pratica para atividades cíclicas como a natação, ciclismo e, em alguns casos, até mesmo a corrida. Além de evitar a sensação do falseio, estes exercícios também auxiliam na manutenção de um VO2 máximo com consequente melhoria na qualidade de vida.

 

Estratégia

Neste contexto, além do ganho de força , é essencial um intenso treino neuromuscular, que permite a movimentação do membro lesado de modo mais semelhante aos controlos saudáveis Após rotura aguda do LCA, alguns esportistas aprendem a utilizar a musculatura de uma maneira que estabilize o joelho lesado ou minimize o falseio com sucesso. Um estudo norueguês de 2008 defende que não existem diferenças entre o tratamento cirúrgico e não-cirúrgico, relativamente à força muscular e performance funcional, entre os 2 e 5 anos após a lesão.

 

Retorno ao esporte

Assim como em outras lesões, o retorno ao esporte apos a lesão ao ligamento cruzado anterior deve ser gradual e acompanhada por equipe multidisciplinar, principalmente nos que praticam esportes de contato.

Tratamento não cirúrgico ligamento cruzado anterior

Estudos desta última década apontam para que um terço dos esportistas que realizaram tratamento não cirúrgico ligamento cruzado anterior acabam necessitando de reconstrução cirúrgica posterior. Apenas 20% regressam ao seu nível de atividade pé-lesão sem qualquer restrição e que entre 35% a 58% necessitam futuramente de cirurgia meniscal.

 

Doutor, o tratamento não cirúrgico ligamento cruzado anterior falhou?

Atualmente, a população mostra-se relutante em aceitar o risco de uma possível nova lesão e instabilidade da articulação ou necessidade de modificar as suas atividades diárias, pelo que a opção cirúrgica se torna mais apelativa, apesar de não garantir proteção contra futuras alterações, nem assegurar o retorno aos níveis de atividade física prévios à lesão . Por isso, diversos cirurgiões europeus e asiáticos defendem um período de 6 a 12 meses de cuidados não cirúrgicos antes de declararem a ineficácia do método. Na minha prática clínica, fico atento a possíveis danos a cartilagem e meniscos, principalmente nos indivíduos mais ativos. Havendo muita dificuldade em retorno aos níveis pré-lesionais ou de dano a estas estruturas, opto sempre pela intervenção cirúrgica.

 

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Dr. Adriano Leonardi
dr@adrianoleonardi.com.br

Dr. Adriano Leonardi possui 20 anos de experiência em Ortopedia. É Médico Ortopedista Especialista em Joelho; Mestre em Ortopedia e Traumatologia; Médico e Fisiologista do Esporte; Membro da Diretoria da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva; Colunista e Consultor dos Sites 'Eu Atleta' e 'Globo Esporte'. Agende sua Consulta: (11) 2507-9021 ou 2507-9024

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