Artrose do Joelho no Esporte

Artrose do Joelho no Esporte

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A artrose é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo das articulações (juntas) do organismo, marcada pelo desgaste das cartilagens que revestem as extremidades ósseas, causando dor e podendo levar a deformidades. As articulações mais acometidas pela artrose são as que suportam peso, como coluna vertebral, os quadris e os joelhos. A doença é também conhecida como osteoartrose ou ostetoartrite (EUA).

A dor ao nível do joelho geralmente é o primeiro sintoma da artrose. Essa dor é de caráter progressivo. Acentua-se com a atividade física (degraus, subida e descida de escadas, esportes de contato e movimentos repetitivos) e é diretamente proporcional ao excesso de peso. No início dos sintomas o repouso alivia os sintomas.

Artrose do Joelho no Esporte

O joelho inchado (derrame articular) é o segundo sintoma e é muito frequente em pessoas que tem a doença e praticam esportes. O responsável por esse inchaço é o processo inflamatório da membrana sinovial (membrana que recobre a articulação do joelho). Essa reage à presença dos restos cartilaginosos produzindo um líquido viscoso e amarelado. Logo que o edema sinovial torna-se importante, a pressão criada acentua as dores que podem ser sentidas pelo doente na parte posterior do joelho. Outro sintoma marcante é a perda progressiva do movimento.

Os efeitos da artrose no esporte vão desde queixas moderadas com inchaço e dores leves apos esporte à incapacitação plena a atividades da vida diária.

 

Estudos sobre a artrose do joelho no esporte indicaram que:

Obesidade, sedentarismo e fraqueza muscular aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a artrose do joelho. Muitas pessoas com artrose do joelho tornam-se menos ativas por causa da dor e do medo de causar mais danos. Isso pode, infelizmente, levar a músculos cada vez mais fracos, o que piora o doença.

O principal objetivo da reabilitação é aumentar a força muscular e flexibilidade, além de reduzir a dor e rigidez.

Exercícios aeróbicos melhoram a saúde do coração e permitem que os músculos trabalhem de forma mais eficiente. Além de exercícios individualizados, as pessoas devem praticar atividades aeróbicas, como caminhadas, ciclismo, natação, yoga e pilates.

 

Quanto exercício que você deve fazer por semana?

Segundo a sociedade Americana de reumatologia recomenda 30 minutos por dia durante cinco dias por semana – ou seja, 2,5 horas por semana. Espera-se melhora de sintomas após aproximadamente seis a oito semanas de exercícios regulares.

 

Tratamento

Para aliviar os sintomas, podem ser administrados medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios e empregar-se a fisioterapia e hidroterapia, que promovem melhora da dor tanto pelo uso de técnicas anti-inflamatórias quando pelo fortalecimento e alongamento musculares, protegendo assim as articulações e estimulando sua movimentação, evitando a rigidez articular.

 

Infiltrações do joelho

Nos casos de artrose leve a moderada, é possível a reposição das propriedades do líquido sinovial, alterada na artrose por meio da injeção dentro do joelho de um líquido desenvolvido em laboratório, chamado ácido hialurônico que traz novamente a viscosidade normal, protegendo a cartilagem e melhorando a dor e a mobilidade articular. Esta terapia é chamada viscossuplementação, e tem as vantagens de poder ser aplicada pelo médico no próprio consultório, com desconforto mínimo, semelhante à aplicação de uma injeção no músculo. O efeito dura em média de 8 meses a um ano, dependendo do grau da artrose em cada paciente e auxilia na reabilitação e retorno ao esporte.

Artrose do Joelho no Esporte

A infiltração do joelho com o PRP (Plasma Rico em Plaquetas) faz parte do conceito da terapia biológica e foi desenvolvido pela ideia de se injetar nas lesões dos atletas e pacientes em geral uma concentração de fatores de  reparação tecidual do seu próprio sangue extraídos das plaquetas.

As plaquetas possuem os “fatores de regeneração tecidual”, nossos fatores de cicatrização e crescimento celular e são o “gatilho” inicial da cicatrização de qualquer dano tecidual como, por exemplo, apos um corte na pele.

Estudos recentes realizados na Espanha e Itália mostraram que o PRP, quando infiltrado em joelhos de pacientes portadores de artrose levaram a rápido alivio de sintomas e rápido retorno ao esporte, prolongando-se por até 2 anos. Isso, especialmente em indivíduos do sexo masculino, jovens e em estágios iniciais da doença, com escores superiores à infiltração tradicional com ácido hialurônico.

O resultados promissores da ação da infiltração articular do PRP tem encorajado pesquisadores do mundo todo, dos quais eu me incluo e estudos futuros determinarão em breve o efeito biológico do PRP no tecido cartilaginoso e seu efeito reparador.

 

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Dr. Adriano Leonardi
dr@adrianoleonardi.com.br

Dr. Adriano Leonardi possui 20 anos de experiência em Ortopedia. É Médico Ortopedista Especialista em Joelho; Mestre em Ortopedia e Traumatologia; Médico e Fisiologista do Esporte; Membro da Diretoria da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva; Colunista e Consultor dos Sites 'Eu Atleta' e 'Globo Esporte'. Agende sua Consulta: (11) 2507-9021 ou 2507-9024

17 Comentários
  • João Paulo
    Postado as 14:32h, 10 setembro Responder

    Dr. Adriano, um portador de condromalácia grau IV certamente desenvolverá artrose no futuro?

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 21:54h, 10 setembro Responder

      Oi, Joao.
      Nao necessariamente. Muitas pessoas tem a condropatia e ela nao progride, outros a desenvolvem muito cedo e podem evoluir para a artrose.

  • Sergio Luiz
    Postado as 00:03h, 22 outubro Responder

    Dr. Adriano, pelo que se tem de informações, a PRP tem a duração de 2 anos (em um paciente com grau III de desgaste de cartilagem no joelho). E depois desse prazo, a tendência é piorar?
    Levando em conta que o paciente fará todos os procedimentos de reforço muscular, após a PRP. Grato

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 18:09h, 23 outubro Responder

      Os estudos têm mostrado que o PRP de efeito analgésico sobre as doenças do joelho ainda não se tem prova de que o PRP possa regredir a doença.Sim sua condopatia pode piorar ao decorrer dos anos.

  • Andreia araujo
    Postado as 23:50h, 05 dezembro Responder

    Olá, vou agendar uma consulta contigo, estou procurando há meses um especialista e na correria do trabalho acaba ficando p/ depois… atualmente não estou agüentando de dor nos joelhos (também dão estalos e incham) além de dores nos quadris, cotovelos e pulsos. Será q é da mesma causa esses sintomas? Obrigada andreia

  • Jeane Lucia
    Postado as 02:45h, 04 março Responder

    Ola Dr Adriano estou muito preocupada com meus joelhos, é que percebo o crescimento do osso abaixo dos joelhos, é muito dolorido.
    Onde o senhor atende?

  • rita mendes
    Postado as 01:51h, 11 maio Responder

    Dr. Adriano gostaria de saber se problemas no menisco também leva a artrose?
    Obrigada.

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 20:38h, 13 maio Responder

      Sim. Lesoes meniscais espontâneas (degenerativas) podem ser o inicio da degeneração do joelho (artrose).

  • Caio Gouveia
    Postado as 16:28h, 02 junho Responder

    Eu gostaria de saber Dr Adriano,se um corredor amador que teve uma pequena artrose pode após fisioterapia e trabalho de fortalecimento muscular,voltar a correr medias e longas distancias
    Te agradeço desde já!

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 19:11h, 02 junho Responder

      Boa tarde, Caio.
      Dependendo do grau da artrose e da força excêntrica dos músculos envolvidos na corrida, é possível sim voltar ao alto rendimento na corrida de rua apos uma boa reabilitação.
      abs

  • Thiago
    Postado as 16:38h, 05 junho Responder

    Dr. Adriano, fiz uma cirurgia no joelho em 2011 de reconstrução do LCA, na ocasião o medico retirou o menisco lateral. hoje no local onde foi retirado o menisco estou com erosão condral femoral medindo 6x12mm. No exame de raio x apresentou artrose grau 1. Atualmente estou bem acima do peso, no processo de emagrecimento. Gosto muito de atividades físicas como futebol, corrida e bicicleta. O médico me indicou tratamento conservador, emagrecer e não praticar nenhuma atividade de impacto.
    Gostaria de saber se não posso nunca mas praticar atividades de impacto, ou tem alguma forma, mesmo que cirúrgica, de transplantar o menisco e/ou corrigir o desgaste que já apresenta?

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 14:45h, 06 junho Responder

      Bom dia, Thiago

      Agradeço muito o contato pelo site.
      Entendo a ansiedade que a lesão pode estar te causando, mas fica difícil eu emitir uma opinião sem ver teus exames e te examinar minuciosamente.
      Para pacientes jovens com lesão cartilaginosa em um compartimento só do joelho, costumo tratar com micro-farturas associada a osteotomia para fazer com que o peso do paciente deixe de sobrecarregar a área afetada.
      Se puder passar em consulta comigo, será um prazer pode te ajudar. O endereço e telefones do consultório sao:

      Rua Bento de Andrade,103
      Ibirapuera SP/SP
      Tels. (11) 2507 9021/2507 9024

      Att

      Dr Adriano Leonardi

  • Leandro
    Postado as 19:52h, 29 janeiro Responder

    Ciclismo, ajuda ou atrapalha na recuperação da artrose e cindromalacia?

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 21:24h, 01 fevereiro Responder

      Boa pergunta!
      Dependendo do grau da artrose e, apos ajuste criterioso da bicicleta (bike fit), o paciente pode pedalar.
      O ciclismo bem feito nem ajuda nem atrapalha, pois trabalha com um tipo de contração chamada concêntrica.
      A contracao que todo paciente precisa melhorar é a excêntrica e isso é obtido em exercícios assistidos em academia que eu sempre prescrevo a meus pacientes de maneira individualizada.

  • claudia
    Postado as 23:45h, 22 abril Responder

    Quem tem artrose pode praticar boxe? Dizem que não porque trabalha muito com o joelho, é verdade?

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 23:46h, 24 abril Responder

      Depende do grau da artrose, sintomas e qualidade da contração muscular.
      Enfim, depende muito da avaliação medica.
      Costumo liberar meus pacientes qdo ja estão praticamente sem sintomas e possuem equilíbrio muscular no teste isocinetico.

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