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Os suplementos realmente funcionam no tratamento de condropatias?

Os suplementos realmente funcionam no tratamento de condropatias

Os suplementos realmente funcionam no tratamento de condropatias?

Segundo a OMS, a artrose é a doença mais prevalente no mundo, principalmente em indivíduos acima dos 60 anos. Está ligada a diversos fatores como o envelhecimento, fatores genéticos, pós-operatórios de cirurgias do joelho, sequelas de acidentes graves  e doenças reumáticas.

Uma grande questão em voga que tem sido trazido à tona recentemente é se o uso de determinados itens na alimentação ou de determinados suplementos teriam ação em frear ou de interferir de certa forma na progressão de condropatias iniciais como a condromalácia ou em estágios mais avançados como na artrose erosiva.

Nutracêutico” é um termo abrangente usado para descrever alimentos medicinais ou nutricionalmente funcionais. Isto é, suplementos dietéticos que prometem fornecer benefícios médicos ou de saúde, desde perda de peso, melhora do humor e sono até a prevenção e o tratamento de diversas doenças. 

Inclusive das principais causas de morte, como doenças pulmonares crônicas, cardiovasculares e câncer. Mas quando o assunto é ortopedia, será que realmente os nutracêuticos funcionam no tratamento de condropatias?

Antes de mais nada, o que são e quais os principais nutracêuticos?

É difícil falar sobre se os nutracêuticos funcionam no tratamento de condropatias sem antes explicar exatamente do que se trata e quais são os principais suplementos. Os produtos nutracêuticos podem ser considerados terapias biológicas não específicas usadas para promover o bem-estar geral, controlar os sintomas e prevenir processos de enfermidade. 

Geralmente, são ingeridos diariamente e agem em todo o seu corpo, não só na cartilagem. O termo foi criado em 1989 por Stephen DeFelice, fundador e presidente da Seat for Innovation in Medicine, uma organização norte-americana, e vem da combinação de duas palavras: “nutrição” e “farmacêutico”.

Eles representam um produto que contém nutrientes derivados de alimentos e são geralmente concentrados na forma de líquido, cápsula, pó ou comprimido. Na maioria das vezes, podem ser encontrados agrupados em quatro categorias que incluem suplementos dietéticos, alimentos funcionais, alimentos medicinais e produtos farmacêuticos. 

Além disso, vale mencionar que quando falamos sobre os nutracêuticos usados ​​no manejo e tratamento de condropatias, os mais conhecidos são glicosamina, sulfato de condroitina e colágeno tipo 2. Atualmente tem-se verificado uma tendência para a utilização deles com o objetivo de reduzir a dor e o desconforto que as condropatias ocasionam. Mas uma dúvida bastante comum é se eles são realmente eficazes.

E, então, os nutracêuticos funcionam no tratamento de condropatias?

O tratamento de condropatias envolve duas principais frentes: os tratamentos cirúrgicos e os não cirúrgicos. Neste último caso, está incluso, por exemplo, a utilização de nutracêuticos. No entanto, tudo isso ainda é muito controverso e, apesar de seu uso generalizado, as evidências científicas de sua eficácia ainda são bastante escassas.

Além disso, ao contrário do que muita gente pensa, a maioria dos nutracêuticos não são produtos naturais e sim sintéticos. Portanto, como tal, podem levar a efeitos colaterais indesejados, principalmente a longo prazo.

Dito isso, para explicar melhor se os nutracêuticos funcionam no tratamento de condropatias, vamos falar sobre cada um deles:

Glicosamina e Condroitina

A glicosamina e a condroitina são substâncias naturais encontradas nos tecidos conjuntivos do corpo, incluindo a cartilagem que cobre e protege as extremidades dos ossos nas articulações. 

Os suplementos, fabricados para serem tomados por via oral, são feitos a partir da cartilagem de animais como vacas, porcos ou crustáceos, ou são feitos em um laboratório. Embora seja possível encontrá-los individualmente, na maioria das vezes a glicosamina e a condroitina são vendidas juntas em um único suplemento.

Mas será que eles funcionam? Bom, estudos de nível 1 de evidência SEM patrocínio da indústria farmacêutica mostram que, embora a maioria das pessoas cite melhora após o uso dessa medicação, até hoje, seu efeito seria semelhante ao placebo.

Recentemente, a Associação Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) passou a recomendar fortemente o não uso desses suplementos. Isso porque eles não oferecem um alívio significativo para os sintomas, tendo, na verdade, um efeito placebo. Além disso, muitos estudos científicos apontam que além de não funcionarem, ainda trazem diversos efeitos colaterais.

Colágeno tipo 2

Existem hoje descritos 12 tipos de colágenos, sendo o mais prevalente na cartilagem articular o colágeno tipo 2, que é a principal proteína da estrutura da cartilagem e lhe confere resistência e força. 

Em geral, nas condropatias ocorre uma degradação desta proteína. Portanto, a administração oral de colágeno tipo 2 muitas vezes pode ser indicada. Mas será que isso realmente funciona?

Os poucos estudos que existem sobre esse assunto, mostram melhoria de 33 a 40% de dor, mobilidade articular e na redução do uso de remédios para controle de dor. Além disso, os resultados, quando comparados com o uso de glicosamina e condroitina, são superiores. 

Mas, novamente, pelos métodos atuais, não se consegue diferenciar da melhoria trazida pelo placebo.

Contudo, assim como ocorre com outros nutracêuticos, a utilização do colágeno tipo 2 também deve ser racional. Afinal, como não existe evidência científica, é um produto caro e que pode trazer efeitos colaterais, deve ser utilizado como um último recurso para o tratamento não cirúrgico, após as mudanças nos hábitos de vida, viscossuplementação e outras intervenções médicas.

Agende uma consulta com o Dr. Adriano Leonardi!

Para entender mais sobre o uso de nutracêuticos, em especial da glicosamina e da condroitina, bem como o conceito dos níveis de evidência científica, assista ao vídeo abaixo do Dr. Adriano Leonardi:

 

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Dr. Adriano Leonardi
[email protected]

Dr. Adriano Leonardi possui 20 anos de experiência em Ortopedia. É Médico Ortopedista Especialista em Joelho; Mestre em Ortopedia e Traumatologia; Médico do Esporte; Membro da Diretoria da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva; Colunista e Consultor dos Sites 'Eu Atleta' e 'Globo Esporte'. Agende sua Consulta: (11) 94754-9183

2 Comentários
  • XENIA
    Postado as 23:53h, 30 agosto Responder

    Sou atleta amador, a 3meses fui diagnosticada , Degeneração intrassubistancial do corno anterior do menisco lateral,com pequena ruptura estendendo para a margem capsular, com isso meu médico começou a tratar com infiltração, e me disse que poderia continuar pedalando, assim fiz pedalei 100km, depois 113km e último 60km todos com elevação de 1570 altimetria,
    Perguntei posso mesmo continuar pedalando , que essa ruptura não irá aumentar , me disse que não .
    Mas fui obrigada a parar por 32 dias , desinchou bem , mas qdo ando sinto as vezes como se estivesse rasgando algo .
    O doutor acha que pode ter aumentado o quadro???

    • Dr. Adriano Leonardi
      Postado as 17:43h, 31 agosto Responder

      Oi, Xenia

      Obrigado por sua participação.
      Entendo a ansiedade que a lesão possa estar te causando, mas para te responder isso, precisaria te avaliar.
      Examinar o paciente e ver os exames de imagem são fundamentais no diagnóstico e conduta.

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